sábado, 31 de outubro de 2009

Vamos Prosear! No Parque Santos Dumont 31/10/2009


Foi hoje. Uma hora de conversa muito boa. Fizemos o convite, que bom que aceitaram. Registramos personalidades de nossa cultura e amantes de bons "causos", em breve vocês os verão e ouvirão. E gostarão do que vão ver e ouvir. Obrigada ao Réginaldo Poeta Gomes por nos prestigiar.




Tivemos o prazer de conhecer a Ciça, de Taubaté, ela também deixou um relato para todos, a moça é muito talentosa. Ciça é contadora de histórias.


Zenilda declamou um Jesus não crucificado, delicioso de se ouvir. E inspirou nossos visitantes mais tímidos a se aventurarem e deixarem seus casos registrados como fez Maria Aparecida. Ela estava lá sentada, ouvindo e nos chamou a atenção, pois nos ouvia fazendo crochê (que delícia, tá bom para vocês?).



Também conhecemos o Getúlio Vargas (ele tinha a identidade para provar, tá bom!). Muito simpático, me deu a dica para pesquisar sobre uma lenda de Jacareí que eu não conhecia. Valeu Getúlio.


Obrigada a todos. Brisa, valeu cuidar da Babi prá gente. Obrigada ao Sílvio Ferreira Leite e a Milena pelo carinho. Desta iniciativa nasce um projeto que vai registrar muita coisa boa pelo Vale a fora.
Paz e bem!
Sônia Gabriel

Vamos Prosear! No Jardim Morumbi 29/10/2009

Foi na quinta-feira, no Jardim Morumbi, Espaço Cultural Johann Gutlich. Estivemos através do Instituto Ecocultura em parceria com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo batendo um papo sobre cultura popular com os alunos da região. Foi muito bacana, ficamos impressionadas, Pércila e eu, com o interesse da turma e a atenção que nos dispensaram. Valeu! Nos divertimos e a noite foi muito agradável. Na oportunidade, os alunos puderam conhecer obras diversas que tratam do tema e que podem ser conhecidas por todos que tenham interesse, é só visitar o Museu do Folclore e procurar por sua biblioteca.
Paz e bem!
Sônia Gabriel


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conversa na FAAP - 22/10/2009

Caros amigos, acontece amanhã, 19:30, na FAAP, a conversa com Edmundo de Carvalho, autor de Travessia. Vamos conversar um pouco sobre cultura popular, memórias, literatura, enfim só coisa muito boa de se prosear.

Conto com a presença de vocês todos. A participação de vocês com suas memórias vão abrilhantar nossa conversa. O encontro faz parte das atividades da Semana Cassiano Ricardo.

Espero por vocês!

Paz e bem!

Sônia Gabriel

"Travessia é uma inesquecível viagem pela infância de um garoto feliz e sensível. O autor nos põe em presença do folclore da região do Vale do Paraíba, o mais verídico, o mais vivido. O que é mais importante no livro sob esse aspecto, é o valor do testemunho."

terça-feira, 20 de outubro de 2009

43ª Semana Cassiano Ricardo

Programação
43ª SEMANA CASSIANO RICARDO
“A Magia do Texto no Mundo das Artes”

Dia 21
20h - Abertura - Orquestra Sinfônica de São José dos Campos - Teatro
Municipal (ingressos a R$10,00 e R$5,00)
Até dia 24
Exposição de esculturas: “Segunda Natureza”, do artista plástico João Carlos Gonçalves - Espaço das Artes Helena Calil
De 22 a 25
Exposição fotográfica “Fragmentos de Emoções” de Marcelo Magano, com poemas de Cassiano Ricardo e outros poetas - Vale Sul Shopping
Dia 22
14h - Oficina “Poema e Arte" com Tuca Emmerich – Parque Santos Dumont (inscrições no site www.fccr.org.br)
19h - Oficina “Haicais: Polaróides Poéticos” com Guilherme Salla - Auditório Elmano Ferreira Veloso (Sede da FCCR) (inscrições no site www.fccr.org.br)
19h30 - Palestra: "Textos literários e a internet", com Maurício Cintrão –
Espaço Mário Covas
19h30 - Conversa com os escritores: Edmundo de Carvalho (autor de "Travessia") e Sônia Gabriel (autora de "Mistérios do Vale") – Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP

Dia 23
14h às 16h - Oficina “Poema e Arte", com Tuca Emmerich – Parque Santos Dumont (inscrições no site www.fccr.org.br)
19h30 - Palestra: "A divulgação cultural", com Maurício Cintrão - Espaço Mário Covas
19h30 - Conversa com o escritor: Carlos Alberto Fernandes Pinto (autor de Berfares”) – Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP
19h30 – “Poemas Bem Ditos” com Bendita Trupe – SESC (Solário)
20h30 – “Vozes Daqui” lançamento do documentário em DVD com poetas joseenses - SESC (Solário)

Dia 24
9h - Palestra com Flávia Muniz, autora de literatura infanto-juvenil – Parque Santos Dumont
9h - Oficina “Poema e Arte", com Tuca Emmerich – Espaço Cultural Julio Neme (inscrições no site www.fccr.org.br)
10h - Palestra com Kizzy Ysatis, autor de literatura juvenil – Parque Santos Dumont
11h - Palestra com Luiz Roberto Guedes, autor de literatura juvenil – Parque Santos Dumont
14h - "Conversa com Poetas": Reginaldo Poeta Gomes (autor do livro "O
encontro mágico do pólen"), Zenilda Lua (autora de "Alfazema"), João
Possidônio (autor de "Neblina" e "Taquara") e José Moraes Barbosa (autor de "Poemas Rarefeitos") – Parque Santos Dumont
14h30 às 17h30 - Encontro com Escritores - SESC (Solário)
14h30 - "Rosário de Versos" - Sarau lítero-musical com Geraldo de Buta SESC (Solário)
14h30 – Varal poético – SESC (Praça)
14h30 - Vídeo-instalação “Eu Profundo” de Marcelo Magano com temática poética – SESC (Praça)
16h - Sarau poético “Poemas Bem Ditos” com Bendita Trupe - SESC (Solário)
17h30 - "Rosário de Versos" - Sarau lítero-musical com Geraldo de Buta
Espaço Cultural Flávio Craveiro
18h – Show “Pedra de Nego” – SESC (Solário)
19h30 – Sarau poético “São José da Paraíba” com Paulo Barja – Espaço
Cultural Johann Gutlich
20h – Espetáculo teatral: "A pedra e o lago" com texto de Ludmila Saharovisky,
encenado pela Cia.Teatro do Interior - SESC (Auditório)
20h - "Rosário de Versos" - Sarau lítero-musical com Geraldo de Buta –
Espaço Cultural Eugênia da Silva
Especial Cassiano Ricardo
Música no estacionamento do Parque Santos Dumont
13h30 - Grupo Pau-a-Pique
14h - “Esse Povo", com Margarete Machado
14h30 - "360°", com Marcus Flexa
15h – “Por vales e montanhas”, com Gilson Bambuira e Ellê Carvalho
15h30 – “Abaixo do sol”, com Déo Lopes
16h – “Da Bahia para o mundo”, com Nando Luz
16h30 – “MPB na voz de Ana Morena”, com Ana Morena

Dia 25
10h30 - Show na Praça Especial: Espetáculo musical: "Sou atrevido", com Zamá – Parque Vicentina Aranha
14h30 – Varal poético – SESC (Praça)
14h30 - Vídeo-instalação “Eu Profundo” de Marcelo Magano, com temática poética – SESC (Praça)
14h30 às 17h30 - Encontro com Escritores - SESC (Solário)
14h30 - Show musical com Rodolfo Sansoni - SESC (Solário)
16h00 - Espetáculo poético-musical "Flores em Flor" - SESC (Solário)
14h - Sarau "Cordel de histórias", com Paulo Barja - Parque Santos Dumont
15h – Espetáculo teatral: "A grande aventura do pequeno murunduku" - Parque Santos Dumont
16h – Contação de histórias: "Contos daqui e dacolá", com Flávia D'Ávila e Paulo Barja - Parque Santos Dumont
17h – Apresentação teatral “Ana Paz” com Gabriela Rabelo, texto de Ligia Bojunga, direção de Vladimir Capella – SESC (Espaço Corpo e Arte) (retirada de ingresso no SESC)
20h – Apresentação do concerto “Os nacionalistas – Séries “Opus” e “Canção Verso Poesia” – com o Coro Jovem de São José dos Campos – Cine Santana (retirada de ingresso uma hora antes na bilheteria)
Especial Cassiano Ricardo
Música instrumental no estacionamento do Parque Santos Dumont
10h – “Instrumental Bossa” com Duo Arte
10h30 – “Duo da Terra” com Géo Pinto
11h - "Feito a mão" com Teto de Vidro
11h30 - "Sarau das cordas" com Spalla Violão Trio
12h - "Arranjos e versões" com Trio Bachsileiro
12h30 - Tempo Câmara
13h - "Impressões" com Dennis Belik
13h30 – Alexandre Pivot

Dia 26
14h - Oficina “Poema e Arte", com Tuca Emmerich – Espaço Cultural Jardim da Granja (inscrições no site www.fccr.org.br)
14h - Oficina para professores: "Euclides da Cunha - O Reino de: Os Sertões" Dyrce Araujo – Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (inscrições no site www.fccr.org.br)
19h30 - Palestra com o escritor Tiago Novaes – tema “Um dedo de prosa: ficção no século XXI” - Anhanguera Educacional
Dia 27
14h - Oficina para professores: "Euclides da Cunha - O Reino de: Os Sertões"Dyrce Araujo – Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (inscrições no site http://www.fccr.org.br/)
16h – Show na Praça Especial: apresentação musical "Bela Cintra", com
Marcus Aguyar – ao lado do Espaço Mário Covas (COI)
19h30 - Palestra com o escritor Heitor Ferraz Melo – tema “Literatura e
Cotidiano” - Anhanguera Educacional
20h – Espetáculo musical: "Acenando com Bandeira" com Nando Luz - Espaço
Cultural Flávio Craveiro
20h – Espetáculo de música erudita, literatura e teatro "Serenata Sintética" –
Teatro Municipal (retirar ingresso uma hora antes na bilheteria do teatro)

Dia 28
16h – Show na Praça Especial: apresentação musical com "Señor Salamandra" ao lado do Espaço Mário Covas (COI)
19h30 - Palestra com os escritores Donizete Galvão e Reynaldo Damazio
tema “Temas, tessituras e leitura do mundo” - Anhanguera Educacional
20h - Espetáculo: "Eles e Elas", com a Cia. de Dança de São José dos Campos – Teatro Municipal (retirar ingresso uma hora antes na bilheteria do teatro)

Dia 29
14h - Oficina para professores: "Euclides da Cunha - O Reino de: Os Sertões"
Dyrce Araujo – Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (inscrições no site
www.fccr.org.br)
16h - Show na Praça Especial: apresentação musical de Beto Jaguary – ao lado do Espaço Mário Covas (COI)
19h30 – Palestra com o escritor Carlos Felipe Moisés – tema “Poesia e
Oralidade” - Anhanguera Educacional
19h30 - Oficina “Prosa e Carvão” com Andressa Carvalho – Centro de
Excelência em Artes Visuais (Ateliê de Artes) - Sede da FCCR (inscrições no
site www.fccr.org.br)
19h30 e 20h30 – Projetos "Vamos prosear!" e "Vozes impressas", com Sônia Gabriel e Pércila Márcia, do Instituto Ecocultura - Espaço Cultural Johann Gutlich
20h30 - Espetáculo musical “Chega junto” com Trem da Viração – Casa deCultura Caipira Zé Mira

Dia 30
16h - Show na Praça Especial: apresentação musical “Mistura brasileira”, com Joca Freire – ao lado do Espaço Mário Covas (COI)
Dia 31
10h - Oficina “Escrita Criativa” com Cristina Faga - Espaço das Artes Helena Calil (inscrições no site www.fccr.org.br)
10h30 – Lançamento do CD infantil “O Circo Já Vai Chegar” - Parque Santos Dumont
14h - Projetos "Vamos prosear!" e "Vozes impressas", com Sônia Gabriel e Pércila Márcia, do Instituto Ecocultura – Parque Santos Dumont
15h - Show na Praça Especial: apresentação musical de Lon Amorin - Parque Santos Dumont
17h – Show musical “A Flauta que me Roubaram” com Joca Freire - Parque Santos Dumont
18h – Apresentação teatral “Poeta em Cena” com texto de Valeria Tarelho – Parque Santos Dumont
19h – Show musical de lançamento do CD “O peito aberto em versos”, com Gabino, o poeta cantador do Vale – Casa de Cultura Rancho do Tropeiro Ernesto Vilela
21h - Show musical de lançamento do CD “O peito aberto em versos”, com Gabino, o poeta cantador do Vale – Casa de Cultura Caipira Zé Mira

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Naquele último aniversário...



Tem um texto meu no Jornal de Caçapava, para quem não tem acesso ao jornal, visite o

http://www.jornaldecacapava.com.br/not4.html

Passem por lá...

Paz e bem!
Sônia Gabriel

sábado, 17 de outubro de 2009

Convite para mostra no Museu José Luiz Pasin


Transposição do Rio Paraíba - Informativo

(Foto: Sônia Gabriel - 2006 - Rio Paraíba do Sul)
" O Instituto de Estudos Valeparaibanos (I.E.V) realizou em Lorena, na UNISAL, uma importante reunião relativa à transposição do Rio Paraíba, cujo projeto estará pronto em março de 2010.
A proposta partiu do Museu Frei Galvão, de Guaratinguetá, no Simpósio de História da região, realizado em Santo Antônio do Pinhal, no início de agosto de 2009. O projeto de transposição do rio Paraíba, prevê um direcionamento das águas do nosso rio, para uso da Capital de São Paulo, com a média entre 5 mil e 15 mil litros de nossa água por segundo. Tal transposição, diminuindo nossas águas, levará, em poucos anos à aridez e decadência da região valeparaibana, com prejuízo de nossa economia.
Como a proposta do Governo do Estado diz que tal transposição dependerá do desejo da comunidade da região, a ação do Instituto de Estudos Valeparaibanos será urgente, com a elaboração de um documento que impeça tal transposição. Não queremos ser um novo Rio São Francisco, nem um Nordeste árido.
Para tanto, será elaborada em próxima reunião uma Carta de Defesa do Rio Paraíba do Sul. Esta primeira reunião foi realizada no dia 25 de setembro – Dia do Rio Paraíba do Sul. Foi coordenada pelo Profº Nelson Pesciotta – Presidente do I.E.V e contou com a presença de autoridades do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul. Participaram o Prefeito Municipal de Guaratinguetá – Júnior Filippo, que já foi Presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas, várias ONGs do meio ambiente, vereadores e numerosos estudantes da UNISAL, todos conscientes de que é necessário que se tome providências urgentes em defesa de nossas águas, hoje e para o futuro, “para não sermos apenas produtores de água para as regiões metropolitanas”, nas palavras de Luiz Roberto Barretti - representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental e atual vice-presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba.

O nosso Vale do Paraíba do Sul não merece tal futuro.

Fontes para informação:
- Arquivo Memória de Guaratinguetá do Museu Frei Galvão.
- Jornais diversos
- Rio Paraíba do Sul - Junho/Julho. Ano 10. Edição nº 50, 2009. Boletim Informativo.
"

Para quem quiser mais informações:
Museu “Frei Galvão”
Arquivo “Memória de Guaratinguetá”
Inaugurado em 23 de dezembro de 1972
GUARATINGUETÁ ESTADO DE SÃO PAULO
Praça Conselheiro Rodrigues Alves, 48 - Telefone (12) 3122-3674 - Cep: 12500-020
www.casadefreigalvao.com.br
museufreigalvao@yahoo.com.br

Livro de Réginaldo Poeta Gomes...

Caros amigos, vejam que bacana o convite de Réginaldo...

"Gente, tudo em paz por aí? Disponibilizei no blog acesso ao livro de poesias: "Do Canto de Cá dos Meus Olhos", lançado em julho de 2005. Quando tiverem tempo e vontade acessem: http://reginaldopoeta.blogspot.com/
Para uma melhor visualização escolha a opção FULLSCREEN (conforme imagem)"

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Hermann Hesse e Helena

Hermann Hesse e Helena
( Publicada no Jornal de Caçapava de 02 a 08 de outubro de 2009)

Toda vez que nasce uma criança nosso ser se renova, a esperança nos toma e nos sentimos mais humanos. Uma nítida convicção nos acalma, aquela de que a próxima geração será sempre melhor que a nossa. Quando um bebê chora, a “finitude” da vida não mais nos apavora. E nasceu mais uma esperança.
Nasceu Helena. Filha de uma amante dos livros. Fiquei imaginando com o que poderia lhe presentear, enfim estou aqui construindo seu presente. Ainda não vi Helena, mas imagino a beleza que deve possuir; seus olhos se abrindo para o desconhecido. Lembrei-me da história da Bela Adormecida e os presentes que lhe foram oferecidos, para não correr o risco de alguma fada se aborrecer e a história se repetir, resolvi eu mesma oferecer-lhe os desejos.

Primeiramente, lhe desejo serenidade de alma. Que não se entregue rapidamente a nenhuma ideologia, fique sabendo que quase todas já tiveram sua oportunidade e ficou provado que a corrupção não se desvencilhou do coração de nenhum de seus protagonistas, mesmo que em maior ou menor grau. Tomara que seja você, mais uma de uma geração que poderá construir algo verdadeiramente novo. Por enquanto só ouvi conversa.

Em segundo lugar, lhe desejo amor. Que você possa essencialmente amar. Que seus olhos não precisem nada nunca ocultar. Que você saiba amar seu próximo, seu distante; que seja o amor ao ser humano, sua mais profunda convicção; que seja sua presença, sempre um bálsamo, uma brisa, um abraço.

Finalmente, lhe desejo sabedoria e aqui, neste momento, entra o escritor Hermann Hesse. Ele escreveu em seu livro “Siddartha” algumas linhas sobre a sabedoria: “O conhecimento pode ser comunicado, mas a sabedoria, não. Uma pessoa pode encontrá-la, vivê-la, ser fortificada por ela, operar maravilhas por seu intermédio, tudo menos comunicá-la e ensiná-la”.

Helena, apesar de aparentemente desanimador, ele nos dá um sinal: o exemplo. Neste mundo consumista, e não apenas do que pode ser comprado, que a exacerbada flexibilidade não lhe impeça a firmeza de caráter, que a competição desenfreada não lhe prive do respeito ao outro, que a visão imediatista não lhe permita ferir a natureza sem remorsos.
Que você, que foi presenteada com o nome da mais bela mulher da Antiga Grécia, seja sempre bela de corpo e alma. Seja literariamente sábia e bela. Seja bem vinda ao nosso imperfeito e mágico mundo.

Para Helena, que acaba de chegar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Ah! A Primavera






Ah! A Primavera!
(Publicada no Jornal de Caçapava de 25 de setembro a 01 de outubro de 2009)


Dizem os cientistas especializados em sexualidade e comportamento que quando a mulher está em período fértil ela se arruma mais. Em algumas experiências eles fotografam as mesmas mulheres em dias normais e em dias de intensa ovulação e depois colocam as fotografias para serem apreciadas por ambos os sexos. Segundo os estudiosos as fotografias escolhidas como mais bonitas ou em que as protagonistas estão mais bem arrumadas são sempre as segundas.
Resultado: as mulheres em período fértil querem ser vistas, faz parte do esquema da preservação da espécie que nós, homo sapiens sapiens que somos, tentamos um tanto quanto negar!
A Primavera é assim, está seduzindo a Terra. Não há dúvidas de que é, para mim, a melhor estação do ano. A Primavera é uma mulher amada.
Reparem como são as mulheres quando estão amando: ficam mais radiantes, os olhos bem abertos, límpidos, brilham mesmo que haja esforço de negação do fato ou do ato, que seja. Cabelos artisticamente penteados ou totalmente despenteados; semblantes apaixonados dispersos a visualizarem lembranças acumuladas do ser amado. Por onde caminham, parecem deslizar por um tapete de flores.
AH! A Primavera é uma mulher em estado de amor, uma mulher bem amada.
Exala perfume próprio melhor que qualquer adicional francês. Suporta melhor os reveses impostos pela vida.
Uma mulher que sente em seu corpo, coração e alma a força de um amor sustenta melhor as próprias rugas (internas e externas) e as de seus semelhantes. Compreende o fato determinante de que o tempo não nos espera, mas nos permite abastecer energia para sobreviver aos invernos.
O amor ainda é o melhor adubo e a Primavera a expressão mais contundente de nossa frágil humanidade e forte percepção de sentidos, quando o sentir-se amado é possível.
A partir deste mês nosso olfato se aguçará, nossos ouvidos se aprimorarão, nossas pupilas se dilatarão e nossos olhos se deslumbrarão com dias mais claros, com manhãs mais aconchegantes, com casais caminhando, com mulheres sorrindo, escancarando o prazer de serem amadas, inclusive por elas mesmas.
Aprecie as flores, saboreie os frutos da época, plante jardins, leia livros acomodando-se gostosamente nos bancos de praças, sorva o aroma que se levanta quando a chuva cair e não permita que os pássaros sejam calados.
É tempo de viver e reconstruir. Ainda dá tempo de lutar e não permitir que se findem nossas primaveras e as daqueles que sob sua moldura serão gerados.
Paz e bem. Sempre.

Sônia Gabriel
soniamgabriel@itelefonica.com.br

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais Ecocultura...


Pércila apresentando os objetivos e missão do Instituto Ecocultura.

Fomos prestigiados por pessoas muito importantes para cada um de nós: Ângela Savastano, Rita Elisa Sêda que nos deu a honra de contar sobre seu livro "Cora Coralina: raízes de Aninha" lançado recentemente em Goiás e que apresentamos em primeria mão aqui em São José dos Campos, na ocasião ela falou sobre Cora Coralina e convidou a todos para o lançamento que acontece dia 23 de setembro no shopping Colinas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ecocultura na UNIVAP - SEMFEA 2009

Nosso Batizado!Nosso colóquio na UNIVAP foi muito especial. Se nascemos oficialmente na TV Aparecida, ontem foi nosso batizado. Um momento de apresentação de nossa proposta enquanto ONG e de confraternização por esta oportunidade de unirmos sonhos. Todos sabem que concretizar um sonho é tarefa árdua, a união de forças e competências facilita e muito. Estamos cercados de pessoas com energia e valor!
A união entre a realidade da cultura popular, sua prática diária com a importância dos estudos
e sua valorização possibilitam aprendizado para todos!

Aula da Nívea: estudar sempre, buscar a fundamentação teórica para compreender as vivências e seus contextos é nossa dinâmica.

O valor de ser comunidade, de aprender e reforçar laços com aqueles com quem convivemos.

Aprendizado com interação e alegria.


Mais fotos...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Coluna Crônica Jornal de Caçapava:Catedrais e capelas.





Catedrais e Capelas
(Publicada no Jornal de Caçapava de 18 a 24 de setembro de 2009)

Não se pode negar o esplendor de uma catedral, são majestosas e adornadas com a beleza que as mãos dos escultores, pintores, arquitetos, engenheiros, artistas plásticos produzem e quase deificam.
É óbvia a beleza de uma catedral, mas o que será que acontece comigo? É! Algo acontece comigo, conclui, com a aquela certeza que não sei de onde vem que dificilmente encontrarei uma catedral mais bela do que uma capela.
As capelas possuem uma beleza singular, ímpar. Não há comparação entre o sentimento que me assola quando estou em uma ou na outra.
As catedrais (não nego sua beleza) representam a majestade que o homem imagina que Deus tenha ou que gostaria ele mesmo, ser tênue que é, de possuir.
As capelas, ainda não estou muito certa, mas tenho em meu coração que numa capela mais do que em qualquer outro lugar, sentimo-nos envoltos no próprio Deus.
Ainda não encontrei no mundo, em minhas viagens reais ou virtuais catedral alguma que fosse mais bela que uma capela, e até agora, a mais bela das capelas encontrei em Vitória no Espírito Santo: Capela de Santa Luzia, segundo contam possui mais de quatrocentos anos.
A construção rústica e singela abriga a memória daquela que teria arrancado os próprios olhos, mas não sucumbiu ao sentimento que apenas o coração alheio desejava.
As paredes rotas, a falta de ornamentação, o silêncio, os traçados dourados no altar, a escada forjada na pedra para alcançá-la, a sombra refrescante depois da subida por densas ruas. Deus deve ser uma capela.
A beleza não óbvia precisa um pouco mais de treino para ser encontrada, se parece com tesouros escondidos pelos piratas, há a necessidade de um mapa com os passos a serem seguidos. Tenho a nítida sensação que o tempo, a maturidade, certa aversão à pressa e a certeza de que a vida é muito mais que os brilhos aparentes são alguns desses passos.
Tenho encontrado minhas capelas e sua singularidade me permite descansar meu inquieto e apaixonado espírito com mais tranquilidade. Nelas não me atrapalha o excesso de estátuas, pinturas, objetos, bancos, colunas, vozes, flashes...
Quem sou eu para discutir os desejos inconscientes, o céu de cada um, mas o meu céu gostaria que fosse uma capela.

Sônia Gabriel
soniamgabriel@itelefonica.com.br

http://www.jornaldecacapava.com.br/not7.html

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Instituto Ecocultura na UNIVAP


Caros amigos,

O Instituto Ecocultura teve sua primeira apresentação pública no Programa Sabor de Vida (TV Aparecida) em agosto de 2009, foi um momento muito especial para todos nós. É fato que todo sonho precisa de muito trabalho para se realizar e nós sabemos o quanto é árdua a tarefa que escolhemos. Também prazerosa.

Agora queremos encontrá-los pessoalmente!
Conversar, falar de nossos projetos, conhecer os de vocês, trocar experiências e ampliar as possibilidades de comunicação entre pessoas de interesses afins. Nossa proposta é dinâmica e não excludente.

Amanhã, 16 de setembro, estaremos na UNIVAP – Aquarius. Nossa ONG foi convidada a participar do colóquio sobre “Educação, ética e compromisso social: o patrimônio como linguagem de interação”.
Este evento está na II Semana de Educação e arte (SEMFEA) e acontecerá a partir das 19h30min.

Compareçam, vamos conversar sobre patrimônio, cultura, educação e trocar experiências que só tendem a enriquecer nossos trabalhos.
Instituto Ecocultura
Nívea Lopes, Flávia Diamante, Pércila Márcia, Fábio Ramos, Roberto Munholi e Sônia Gabriel

Somos Ecocultura!


Conheça e divulgue. Nascemos, somos o Instituto Ecocultura!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Instituto Ecocultura de Educação Patrimonial



Nasce o Instituto Ecocultura!


"Criado em 2009, por um grupo de profissionais ( Nívea Lopes, Flávia Diamante, Pércila Márcia, Fábio Ramos, Roberto Munholi e Sônia Gabriel) oriundos de diversas áreas do conhecimento – Arte, Educação e Comunicação - o Instituto Ecocultura é um pólo de difusão de saberes e troca de experiências, que visa o desenvolvimento de ferramentas que auxiliem no processo de conscientização da diversidade cultural, ampliando o conceito de Patrimônio, como reflexão da identidade e visão de mundo.

Nossa missão é sensibilizar e mobilizar diferentes atores sociais para o (re)conhecimento das referências que lhes conferem valores identitários e que são constitutivos da memória social, ajudando-os a gerir seu patrimônio natural e cultural de forma socialmente responsável, tornando-os multiplicadores e parceiros na construção de uma sociedade justa e sustentável.

O compartilhar saberes é uma importante ação de promoção do desenvolvimento social. O avanço tecnológico - que está transformando rapidamente o planeta numa aldeia global - mostra a crescente interdependência de todos, e que o bem-estar da humanidade depende cada vez mais de uma ação cooperativa local, regional, nacional e internacional.

domingo, 13 de setembro de 2009

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Voltando para casa.




(Publicada no Jornal de Caçapava de 11 a 17 de setembro de 2009)
Voltando para casa.
Quem gosta de viajar conhece bem a sensação. Aquelas frases piegas “não há lugar como o lar”, “lar doce lar”. Ah! Quanta verdade! Aliás, há quem diga que o único lugar em que podemos ser realmente a verdade é em nosso lar.
É! Eu estou voltando para casa. Literariamente. Não totalmente, aos poucos com parcimônia (palavrinha antiga), voltando mais sábia e até mesmo mais esperta.
Lentamente volto para casa por opção e não por falta dela.
Tenho evitado grupos (ainda mais do que sempre fiz), tenho procurado aproximar-me de pessoas e manter-me em silêncio, diante daquelas mais inadequadas.
Nos últimos anos perdi um pouco (só um pouquinho, é bem verdade) a fé nos humanos. Ainda acho que gente é o que de melhor o mundo tem, mas hoje sei também que há “gentes” e “gentes”.
Balanço difícil de fazer. Mundinho difícil de viver.
Calma gente! Não estou desanimando do mundo. Não! Isso nem combina comigo, como diria meu filho. Estou apenas constatando as máscaras.
Quantas máscaras nos cercam todos os dias!
Quantas guerras por tão pouco ou quase nada, quando não por nada, se a sabedoria popular diz (e eu creio) “que o que é do homem, o bicho não come”.
Quanta gente que não se conforma com o que é seu e precisa, desesperada e patologicamente, do que é do outro também.
Quantas palavras desperdiçadas. Isso não! Palavras são alimento, quer se queira, quer não. Não se joga palavra fora. Não se gasta saliva em vão.
As máscaras! Cuidado com as máscaras! São belas e podem ser feras!
As máscaras caem, graças a Deus! Como as folhas no outono, as máscaras sempre caem! Mas até caírem quanto estrago, quanta dor distribuem?
E quando, finalmente, as máscaras caem o que sobra, quando sobra é o que de melhor o ser humano tem. Bom ou mau, dependendo do lado em que se está, no final sobramos nós mesmos, e não se deve ter medo do que se vai ver.
Na solidão (que não é ruim, aquela saudável, quase divina) de nos vermos realmente como somos, o belo se manifesta sempre, mesmo quando o rejeitamos porque deixamos de SER e estávamos preocupados em TER e muitas vezes aquilo que, talvez, só nos fizesse mal.
Nem um pouco pródiga estou fazendo o caminho de volta. Agora um pouco já sei, agora já sou e não preciso mais temer por mim, mas verdade seja dita, ainda há muito que temer por outros, porque o outro, “Ah! Meu amigo”, o outro sempre acaba em nós mesmos.
E não há ciência que possa alterar isto.
Ainda bem que podemos viajar e voltar. Que bom saber que há sempre para onde voltar de VERDADE.
Paz e bem!

Sônia Gabriel
soniamgabriel@itelefonica.com.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Crônica no Jornal Valeparaibano: 03/09/2009

Caros amigos, a crônica acima em texto algumas postagens abaixo está no Vale Viver de hoje, 03/09/2009. Jornal Valeparaibano.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Crônica no Jornal de Caçapava: Dias de Chuva




(Publicada no Jornal de Caçapava de 28 de agosto a 03 de setembro de 2009)



Dias de chuva

Está chovendo. Ô chuvinha boa! Já ouviu que depois da tempestade... É, mas nada disso, nada de tempestade, é só chuva.
Adoro quando chove “levinho”. Essa chuva suave é que fecunda a terra, chove com amor, paciência e frutifica comida, animais saudáveis, flores sortidas e em abundância. Frutifica gente. Gente feliz.
A urgência da juventude não me permitia amar a chuva. A primavera é a maturidade. Depois desses dias de chuva tudo vai ficar mais claro, perfumado e limpo. Já disse que a primavera é minha estação preferida. Talvez porque é a estação do meio termo, do equilíbrio e eu venha buscando esta sabedoria por toda a minha vida.
Dia de chuva nos traz trânsito tumultuado, guarda-chuva enroscando... Não! Essa visão é a dos radicais (olha que o tempo deles já se vai), dias de chuva nos aconchega, enquanto chove assim “levinho”, a gente pensa mais devagar, fala mais devagar, sorri mais devagar, sofre mais devagar.
Essa nossa sociedade sofre muito de pressa. Calma gente! Para que tanta pressa de sofrer. Eu sempre fui meio lerdinha e sofria rápido, angustiante, desesperadamente. Agora estou ficando mais esperta (para alguma coisa o tempo tem que servir), tenho sofrido mais lentamente, às vezes tão lentamente que nem dá para sentir direito.
A natureza é nosso melhor remédio. Aproveitemos os dias de chuva. O mundo não está lhe permitindo parar um pouco? Então, quando a natureza lhe parar por algum motivo, aproveite e depois coloque a culpa nela.
Vivamos gente! Façamos a nossa parte para um caos menor. Outro dia, ouvi alguém dizer que sua parte manda em dinheiro, eu como não o tenho, mando minha parte em esperança. Alimento-me de esperança. Esperança de ser uma pessoa melhor, esperança de viver em paz, esperança de desacelerar, esperança de evoluir e ser mais que um corpo que me domine e escravize. Esperança de amar.
Aproveite os dias de chuva. Vá ficar com seu filho, visitar a sua mãe, convidar um amigo para almoçar, telefonar para seu pai, ler um bom livro, ir para o trabalho sorrindo e se alguém lhe perguntar o que é que foi ou se está louco (é o mais óbvio para a maioria) responda calmamente:
_ Ô gente, olha que beleza, está chovendo “levinho, levinho!”.

Sônia Gabriel
soniamgabriel@itelefonica.com.br

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Nota sobre o livro Mistérios do Vale no Jornal de Caçapava.
21 até 27 de agosto de 2009.