terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Coluna Crônica: Jornal de Caçapava



E assim caminha a humanidade...

( Publicada no Jornal de Caçapava de 20 a 26 de novembro de 2009)

Andar é do homem e o homem tem um jeito único para seu andar. Andar é mais que colocar um pé após o outro. A humanidade anda para chegar, para fugir, para mudar, hoje anda até para emagrecer. Lotam-se as ruas e avenidas de carros, ônibus, motos, uma violência insana se manifesta neste novo campo para disputas que em nada lembram antigas justas; o homem sempre inventou maneiras de tornar mais ágil seu andar.
A humanidade também anda para rezar, louvar, peregrinar, pagar promessas, se purificar. As procissões são antigas manifestações de devoção que me intrigam. Fico imaginando o que motiva cada um daqueles fiéis, caminhando, compenetrados, cantando ou em silêncio; imagino o quanto pesa cada passo. Encanta-me os cânticos, a voz una formada de tantos clamores.
Ainda menina acompanhava, com meus pais, as procissões para Santo Antônio; procissão da Semana Santa, tão triste e reflexiva. Nem sonhava que, um dia, elas seriam tarefas, questões antropológicas contidas na História e Sociologia.
Cheguei a São João Del Rei, conhecendo a Estrada Real e perambulando por trechos que antigos tropeiros também percorreram. Estavam repletas de imagens de ouro, casarões coloniais, ruas estreitas com seus heróis, amantes, traidores, escultores, pintores, padres, gente em sua mais profunda essência. Ainda faltava algo. O Universo sempre conspira a favor, uma procissão!
Tarde de domingo, céu de brigadeiro, impecável, captado e imortalizado em inúmeras fotografias, meu entusiasmo era tanto que a máquina parecia disparar sozinha. Os sinos eram tocados por dois homens, cada sino precisando de dois homens. Imaginem o tamanho destas relíquias do tempo.
A procissão partia da porta central da igreja prá lá de centenária, seguiam-na padres, diáconos, coroinhas, querubins brancos de rostinhos quase barrocos e meio arlequins com suas mal gestadas asas, seguiam ainda a irmandade, fiéis, senhores e senhoras negros com cabelos completamente brancos (lindo!), finalmente a banda e depois da banda, eu, inebriada com tantos véus, hinos, bandeirolas coloridas, mastros e estandartes, o andor ricamente decorado, o menino Jesus sentadinho na cadeirinha... Ah! É claro! As pessoas andando. O que pensava cada uma delas? Seus motivos para a caminhada? Jamais saberei, mas da beleza daquele momento parado no tempo, minha alma se preencheu.

Sônia Gabriel

Coluna Crônica: Jornal de Caçapava




A Menina mais bonita do mundo



( Publicada no Jornal de Caçapava de 13 a 19 de novembro de 2009)


Quando tive a notícia que a primeira de meus sobrinhos (ao menos filhos de meus irmãos) tinha nascido lhe desejei, como presente, que fosse forte e decidida, pois este mundo ainda deve muito às mulheres. E como nos contos de fadas quando elas presenteiam, elas o fazem mesmo.
Thais, “a Menina mais bonita do mundo”, é assim mesmo: forte e decidida, mesmo aos cinco anos de idade, e como é interessante observá-la.
Como qualquer ser humano que ama os seus, sei de seus defeitos, mas suas qualidades também gritam.
Thais reinou absoluta ao lado do primo até algum tempo, todas as atenções eram apenas para os dois, daí começaram a chegar os primos menores, literalmente; a família foi crescendo, mas seu espaço tomou rumo inverso. Ela tem lutado para se manter e o faz com muita determinação e charme.
Inventa brincadeiras, propõe diferentes estratégias de diversão, mas os meninos não têm se interessado. Pensa que ela se joga num canto e lamenta? Que nada! Chama quem estiver por perto, insiste, junta os lábios naquele famoso bico vermelho contrastando com a pele alvíssima, de bochechas rosadas, cabelos longos (de tanto ela comer couve) e olhos verdes ou azuis, nunca dá para saber com exatidão. Eu disse, ela é “a Menina mais bonita do mundo”.
Em suas investidas para arrumar alguém para brincar na sua família paterna, tenho exercitado minhas histórias. Já lhe emprestei colar com cristal mágico, ela é muito vaidosa, como toda bailarina, minha pequena Ana Botafogo. Já lhe revelei que a pequena mata próxima de minha casa é repleta de cucas, caiporas, sacis, príncipes e princesas, cavaleiros, fadas e ogros.
Seus olhos brilham, ela escuta e exige silêncio dos meninos.
Mas da última vez foi muito interessante. Semana passada, estávamos numa reunião em minha casa, ela visivelmente contrariada com os meninos. Não a deixavam brincar, os tolinhos. Não tinha brinquedo para ela, eu tinha que dar um jeito, ela determinou. Sentou-se no sofá próximo ao aparador e cruzou os braços. Sentei ao lado, fiz cara de quem estava inventando coisa, estiquei o braço até o aparador e peguei uma chave antiga e um candeeiro, ambos presentes de uma fada. Fiz gesto de silêncio, afinal ali se revelaria um segredo. Aproximei-me dela e falei baixinho: “Pegue a chave assim, com mãos firmes, veja a fechadura no ar, olhe bem, ela está aqui na nossa frente, abra a fechadura, assopre o candeeiro uma única vez, forte. Pronto, a porta se abriu, está vendo? Estão todos ai: fadas, gnomos,animais falantes, reis e rainhas...”.
Seus olhos se arregalaram, ela tomou a chave de minhas mãos e respondeu baixinho: “Estou vendo”. Nisso vieram os meninos correndo, se jogando pelo tapete, se embolando em combates e ela se distraiu e se aborreceu, colocou a chave e o candeeiro no aparador e sentou com bico e tudo no sofá.
Perguntei se queria que eu convidasse a filha da vizinha para brincar com ela, afinal têm quase a mesma idade, ela aceitou, a amiguinha veio trazendo um baú de bonecas e pensei que não dava para concorrer com a Barbie para sempre.
Quando já estava saindo da sala e levando os meninos para outro cômodo para que elas tivessem espaço para brincar, a vi levantar-se ligeira e pegar a chave e o candeeiro e passar para a nova visitante o ritual que eu acabava de lhe ensinar.
Ainda estou salva...
Sônia Gabriel

Evento no SESC - 26/11/2009



Aconteceu no SESC de São José dos Campos! Eu, Pércila e Ana Enedi realizamos, sob a organização da Elisa, um colóquio sobre patimônio e memória com representantes da terceira idade. Foi uma tarde memorável e mesmo os mais jovens estavam muito animados. Conversamos sobre arte, histórias populares e resgate de memória. Os participantes pintaram, contaram casos e deram depoimentos que foram exibidos ao final da tarde. Uma troca de conhecimentos que só tende a acrescentar.
Valeu!

Coluna Crônica: Jornal de Caçapava




Tia Dórvina

( Publicada no Jornal de Caçapava de 06 a 12 de novembro de 2009)


Tia Dórvina é irmã de minha falecida avó paterna Áurea. Ambas as mulheres muito fortes, cada qual a sua maneira. Todas as duas bonitas. Mulheres de uma família cheia de conflitos em que as dificuldades foram moldando os traços do rosto. Traços que foram se tornando firmes, as rugas se acumulando, mas nunca venceram a beleza de suas faces.
Minha avó, de quem sempre admirei o nome, foi uma personagem digna de um romance, ela viveu muito, esbanjou erros e acertos, mas hoje quem me traz às linhas é Tia Dórvina. Particularmente, senti saudade e fui visitar as fotografias que tenho dela, de sua casa com alpendre, da maravilhosa sacada já quase entre as nuvens.
A primeira vez que a vi pessoalmente eu já era uma mulher feita, como dizem lá em nosso canto. Fui com meu marido para apresentar-lhe meus parentes.
Chegamos a seu sítio já num final de tarde de janeiro e chovia torrencialmente. Diante da porta da cozinha estava eu, suja de barro até os joelhos, roupa toda molhada, alma lavada. Ela nos recebeu com um sorriso muito familiar, olhei em seu rosto e vi minha avó, ela olhou no meu e viu minha avó. Logo de início tivemos impressões em comum.
Entrei na enorme cozinha, ela nos levou até os quartos, as tábuas corridas faziam um barulho gostoso de sentir. Acomodei minhas malas e fui tomar banho. Depois da aventura de lavar-me no escuro, num banheiro no quintal e sentindo o cheiro delicioso que vinha da cozinha, descansei no banco de ripas espaçoso para caber todo mundo.
Tia Dórvina agregada ao fogão à lenha regia o instrumento com maestria. Vez em quando ajeitava as madeiras em brasa e elas a obedeciam. A trempe preta com três buracos a lhe servirem transformava os ingredientes em preciosidades.
Achei Tia Dórvina silenciosa, apenas vivendo para suas panelas. Conduzindo água, sal, óleo, frango, arroz, feijão, macarrão, batata e cebolinha verde. Tampava uma panela e destampava outra. Puxava uma tampa só um bocadinho, só para sair o vapor. Conchas e espumadeiras bailavam pelo ar, passeando por suas mãos. Nunca percebi tanta intimidade entre diferentes personagens de uma cena.
Os homens conversavam animadamente, meu tio, seu marido, conduzia os assuntos. Saia um, entrava outro e ela lá, cozinhando. De quando em quando ela me olhava e sorria discretíssima.
Terminou o preparo da janta e Tia Dórvina ainda na labuta. Serviu cada uma de quase uma dúzia de pessoas. Fez nossos pratos e recebi o meu na mão. Jantamos e ela ainda com parcos gestos.
Terminada a refeição, saíram os homens para assistirem o noticiário. Cansada e sonolenta, fui me levantando para pedir-lhe a benção e recolher-me, quando minha mãe, conhecedora do ambiente, me convida para ficar um pouco mais na cozinha.
Tia Dórvina senta-se ao meu lado, confirma se estamos apenas entre mulheres e começa a prosa. Fala mansa, mente astuta, conta e descortina diante de meus olhos atentos todo um universo feminino desconhecido para uma jovem mulher recém-casada e acreditando ter as rédeas de seu destino.
Assisto na sua fala a história de seus pais, de sua irmã com quem me pareço, de seu casamento incógnito. Descreve-me o nascimento de seus filhos e filhas e a solidariedade das vizinhas, primas e irmãs, senão não teria nem resguardo. Orgulha-se de sua trajetória de mulher do campo. Sinto-me frágil diante de tanta força.
Tia Dórvina espera seu marido sair de cena para ser protagonista de sua história. Da primeira impressão como prisioneira daquela cozinha, daquele fogão, ela vai se agigantando em suas memórias e eu sinto obrigação e prazer em ouví-la.
Absorvo a confiança que ela deposita em cada palavra baixinha que vai modelando seus dias, anos, décadas e mais décadas.
A casa escurece, o silêncio aumenta e meu tio tosse lhe chamando. Ela se levanta despedindo-se. Recolho-me no abraço que me conforta, demoro a dormir pensando nas palavras daquela mulher.
Ao amanhecer, o cheiro de café invade a casa, todos se levantam para mais um dia de trabalho, corro para a cozinha e a encontro no fogão, de olhar concentrado na sua alquimia e silenciosa, novamente. Imagino quando outra noite lhe será favorável, eu tenho que ir embora antes do entardecer.

Sônia Gabriel

Coluna Crônica: Jornal de Caçapava


Lições da Natureza

( Publicada no Jornal de Caçapava de 30 de outubro a 05 de novembro de 2009)

Estamos em um tempo onde se observa claramente a necessidade que o homem tem de estar em contato com a natureza. Depois de quase extinguí-la. Em qualquer loja de conveniência e supermercado podemos encontrar todo tipo de plantas, vasos, produtos para serem cultivados em floreiras dispostas em nossas varandas, sacadas, janelas, onde for possível estarmos em contato com o aconchego que o verde nos dá. Tenho o privilégio de morar em um agradável local que mantém, ainda, uma considerável área verde; tenho por hábito caminhar nas proximidades da pequena mata, ora acompanhada, ora sozinha e gosto de observar os casais de pica-paus, corujas, pássaros diversos e de vez em quando alguns animaizinhos não tão desejáveis como ratinhos e aranhas, mas enfim é o preço de um bem maior...
Hoje a natureza me trouxe mais que o aconchego, me deu uma lição de vida.
Assunto preferido de nossas caminhadas (eu e minha vizinha) os filhos estão sempre em pauta, uma hora estão nos elogios, em outra nas preocupações, os dela mais velhos estão sempre a enchendo de ansiedades e expectativas e as vezes nos pegamos questionando se não estamos sendo radicais, muito tradicionais os mantendo sempre a vista, mas hoje chegamos a conclusão que estamos no caminho certo: dois cachorrinhos, bem pequeninos mesmo, passeavam tranquilamente nas proximidades da mata, mesmo sendo pouco a região tem movimento de automóveis, e os dois ou duas, não deu nem para diferenciar, estavam despreocupados em suas brincadeiras, em pouco tempo aprece a mãe, ela se aproxima, late, rosna, e nada, os dois não estavam nem aí. De repente, ela simplesmente abaixou, pegou o mais próximo pelo pescoço e saiu levando-o para a casa, ele latiu, chorou, tentou sair e não conseguiu se soltar. A cachorra deixou-o em segurança e voltou para buscar o outro. Enquanto tentava todas as peripécias novamente, o primeiro voltou. Num primeiro momento parece que desistiu, soltou o segundo e deu algumas voltas em torno deles, então se deitou bem próxima deles e ficou por ali. Comentei com minha companheira que eles haviam vencido. Resolvemos dar mais uma volta e quando passamos pelo mesmo lugar, lá estavam os cachorrinhos tentando fugir da boca da mãe, ela de novo em seu papel de levá-los para casa, mesmo sob protestos e latidos.

Sônia Gabriel

sábado, 28 de novembro de 2009

Caros amigos...

Olá meus caros, realmente estou há algum tempo ausente. Há motivos. Estive atarefada com alguns eventos, fazendo uma pesquisa que está me consumindo a alma e tive problemas com minha internet. Recebi muitos recados reclamando e isto me deixa muito feliz. Que bom que sentiram a ausência. Estou retomando o blog e sim há (como sempre) muita coisa boa para fazermos, basta valorizarmos nossos santos de casa!

Obrigada a todos!
Sônia Gabriel

sábado, 31 de outubro de 2009

Vamos Prosear! No Parque Santos Dumont 31/10/2009


Foi hoje. Uma hora de conversa muito boa. Fizemos o convite, que bom que aceitaram. Registramos personalidades de nossa cultura e amantes de bons "causos", em breve vocês os verão e ouvirão. E gostarão do que vão ver e ouvir. Obrigada ao Réginaldo Poeta Gomes por nos prestigiar.




Tivemos o prazer de conhecer a Ciça, de Taubaté, ela também deixou um relato para todos, a moça é muito talentosa. Ciça é contadora de histórias.


Zenilda declamou um Jesus não crucificado, delicioso de se ouvir. E inspirou nossos visitantes mais tímidos a se aventurarem e deixarem seus casos registrados como fez Maria Aparecida. Ela estava lá sentada, ouvindo e nos chamou a atenção, pois nos ouvia fazendo crochê (que delícia, tá bom para vocês?).



Também conhecemos o Getúlio Vargas (ele tinha a identidade para provar, tá bom!). Muito simpático, me deu a dica para pesquisar sobre uma lenda de Jacareí que eu não conhecia. Valeu Getúlio.


Obrigada a todos. Brisa, valeu cuidar da Babi prá gente. Obrigada ao Sílvio Ferreira Leite e a Milena pelo carinho. Desta iniciativa nasce um projeto que vai registrar muita coisa boa pelo Vale a fora.
Paz e bem!
Sônia Gabriel

Vamos Prosear! No Jardim Morumbi 29/10/2009

Foi na quinta-feira, no Jardim Morumbi, Espaço Cultural Johann Gutlich. Estivemos através do Instituto Ecocultura em parceria com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo batendo um papo sobre cultura popular com os alunos da região. Foi muito bacana, ficamos impressionadas, Pércila e eu, com o interesse da turma e a atenção que nos dispensaram. Valeu! Nos divertimos e a noite foi muito agradável. Na oportunidade, os alunos puderam conhecer obras diversas que tratam do tema e que podem ser conhecidas por todos que tenham interesse, é só visitar o Museu do Folclore e procurar por sua biblioteca.
Paz e bem!
Sônia Gabriel


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conversa na FAAP - 22/10/2009

Caros amigos, acontece amanhã, 19:30, na FAAP, a conversa com Edmundo de Carvalho, autor de Travessia. Vamos conversar um pouco sobre cultura popular, memórias, literatura, enfim só coisa muito boa de se prosear.

Conto com a presença de vocês todos. A participação de vocês com suas memórias vão abrilhantar nossa conversa. O encontro faz parte das atividades da Semana Cassiano Ricardo.

Espero por vocês!

Paz e bem!

Sônia Gabriel

"Travessia é uma inesquecível viagem pela infância de um garoto feliz e sensível. O autor nos põe em presença do folclore da região do Vale do Paraíba, o mais verídico, o mais vivido. O que é mais importante no livro sob esse aspecto, é o valor do testemunho."

terça-feira, 20 de outubro de 2009

43ª Semana Cassiano Ricardo

Programação
43ª SEMANA CASSIANO RICARDO
“A Magia do Texto no Mundo das Artes”

Dia 21
20h - Abertura - Orquestra Sinfônica de São José dos Campos - Teatro
Municipal (ingressos a R$10,00 e R$5,00)
Até dia 24
Exposição de esculturas: “Segunda Natureza”, do artista plástico João Carlos Gonçalves - Espaço das Artes Helena Calil
De 22 a 25
Exposição fotográfica “Fragmentos de Emoções” de Marcelo Magano, com poemas de Cassiano Ricardo e outros poetas - Vale Sul Shopping
Dia 22
14h - Oficina “Poema e Arte" com Tuca Emmerich – Parque Santos Dumont (inscrições no site www.fccr.org.br)
19h - Oficina “Haicais: Polaróides Poéticos” com Guilherme Salla - Auditório Elmano Ferreira Veloso (Sede da FCCR) (inscrições no site www.fccr.org.br)
19h30 - Palestra: "Textos literários e a internet", com Maurício Cintrão –
Espaço Mário Covas
19h30 - Conversa com os escritores: Edmundo de Carvalho (autor de "Travessia") e Sônia Gabriel (autora de "Mistérios do Vale") – Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP

Dia 23
14h às 16h - Oficina “Poema e Arte", com Tuca Emmerich – Parque Santos Dumont (inscrições no site www.fccr.org.br)
19h30 - Palestra: "A divulgação cultural", com Maurício Cintrão - Espaço Mário Covas
19h30 - Conversa com o escritor: Carlos Alberto Fernandes Pinto (autor de Berfares”) – Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP
19h30 – “Poemas Bem Ditos” com Bendita Trupe – SESC (Solário)
20h30 – “Vozes Daqui” lançamento do documentário em DVD com poetas joseenses - SESC (Solário)

Dia 24
9h - Palestra com Flávia Muniz, autora de literatura infanto-juvenil – Parque Santos Dumont
9h - Oficina “Poema e Arte", com Tuca Emmerich – Espaço Cultural Julio Neme (inscrições no site www.fccr.org.br)
10h - Palestra com Kizzy Ysatis, autor de literatura juvenil – Parque Santos Dumont
11h - Palestra com Luiz Roberto Guedes, autor de literatura juvenil – Parque Santos Dumont
14h - "Conversa com Poetas": Reginaldo Poeta Gomes (autor do livro "O
encontro mágico do pólen"), Zenilda Lua (autora de "Alfazema"), João
Possidônio (autor de "Neblina" e "Taquara") e José Moraes Barbosa (autor de "Poemas Rarefeitos") – Parque Santos Dumont
14h30 às 17h30 - Encontro com Escritores - SESC (Solário)
14h30 - "Rosário de Versos" - Sarau lítero-musical com Geraldo de Buta SESC (Solário)
14h30 – Varal poético – SESC (Praça)
14h30 - Vídeo-instalação “Eu Profundo” de Marcelo Magano com temática poética – SESC (Praça)
16h - Sarau poético “Poemas Bem Ditos” com Bendita Trupe - SESC (Solário)
17h30 - "Rosário de Versos" - Sarau lítero-musical com Geraldo de Buta
Espaço Cultural Flávio Craveiro
18h – Show “Pedra de Nego” – SESC (Solário)
19h30 – Sarau poético “São José da Paraíba” com Paulo Barja – Espaço
Cultural Johann Gutlich
20h – Espetáculo teatral: "A pedra e o lago" com texto de Ludmila Saharovisky,
encenado pela Cia.Teatro do Interior - SESC (Auditório)
20h - "Rosário de Versos" - Sarau lítero-musical com Geraldo de Buta –
Espaço Cultural Eugênia da Silva
Especial Cassiano Ricardo
Música no estacionamento do Parque Santos Dumont
13h30 - Grupo Pau-a-Pique
14h - “Esse Povo", com Margarete Machado
14h30 - "360°", com Marcus Flexa
15h – “Por vales e montanhas”, com Gilson Bambuira e Ellê Carvalho
15h30 – “Abaixo do sol”, com Déo Lopes
16h – “Da Bahia para o mundo”, com Nando Luz
16h30 – “MPB na voz de Ana Morena”, com Ana Morena

Dia 25
10h30 - Show na Praça Especial: Espetáculo musical: "Sou atrevido", com Zamá – Parque Vicentina Aranha
14h30 – Varal poético – SESC (Praça)
14h30 - Vídeo-instalação “Eu Profundo” de Marcelo Magano, com temática poética – SESC (Praça)
14h30 às 17h30 - Encontro com Escritores - SESC (Solário)
14h30 - Show musical com Rodolfo Sansoni - SESC (Solário)
16h00 - Espetáculo poético-musical "Flores em Flor" - SESC (Solário)
14h - Sarau "Cordel de histórias", com Paulo Barja - Parque Santos Dumont
15h – Espetáculo teatral: "A grande aventura do pequeno murunduku" - Parque Santos Dumont
16h – Contação de histórias: "Contos daqui e dacolá", com Flávia D'Ávila e Paulo Barja - Parque Santos Dumont
17h – Apresentação teatral “Ana Paz” com Gabriela Rabelo, texto de Ligia Bojunga, direção de Vladimir Capella – SESC (Espaço Corpo e Arte) (retirada de ingresso no SESC)
20h – Apresentação do concerto “Os nacionalistas – Séries “Opus” e “Canção Verso Poesia” – com o Coro Jovem de São José dos Campos – Cine Santana (retirada de ingresso uma hora antes na bilheteria)
Especial Cassiano Ricardo
Música instrumental no estacionamento do Parque Santos Dumont
10h – “Instrumental Bossa” com Duo Arte
10h30 – “Duo da Terra” com Géo Pinto
11h - "Feito a mão" com Teto de Vidro
11h30 - "Sarau das cordas" com Spalla Violão Trio
12h - "Arranjos e versões" com Trio Bachsileiro
12h30 - Tempo Câmara
13h - "Impressões" com Dennis Belik
13h30 – Alexandre Pivot

Dia 26
14h - Oficina “Poema e Arte", com Tuca Emmerich – Espaço Cultural Jardim da Granja (inscrições no site www.fccr.org.br)
14h - Oficina para professores: "Euclides da Cunha - O Reino de: Os Sertões" Dyrce Araujo – Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (inscrições no site www.fccr.org.br)
19h30 - Palestra com o escritor Tiago Novaes – tema “Um dedo de prosa: ficção no século XXI” - Anhanguera Educacional
Dia 27
14h - Oficina para professores: "Euclides da Cunha - O Reino de: Os Sertões"Dyrce Araujo – Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (inscrições no site http://www.fccr.org.br/)
16h – Show na Praça Especial: apresentação musical "Bela Cintra", com
Marcus Aguyar – ao lado do Espaço Mário Covas (COI)
19h30 - Palestra com o escritor Heitor Ferraz Melo – tema “Literatura e
Cotidiano” - Anhanguera Educacional
20h – Espetáculo musical: "Acenando com Bandeira" com Nando Luz - Espaço
Cultural Flávio Craveiro
20h – Espetáculo de música erudita, literatura e teatro "Serenata Sintética" –
Teatro Municipal (retirar ingresso uma hora antes na bilheteria do teatro)

Dia 28
16h – Show na Praça Especial: apresentação musical com "Señor Salamandra" ao lado do Espaço Mário Covas (COI)
19h30 - Palestra com os escritores Donizete Galvão e Reynaldo Damazio
tema “Temas, tessituras e leitura do mundo” - Anhanguera Educacional
20h - Espetáculo: "Eles e Elas", com a Cia. de Dança de São José dos Campos – Teatro Municipal (retirar ingresso uma hora antes na bilheteria do teatro)

Dia 29
14h - Oficina para professores: "Euclides da Cunha - O Reino de: Os Sertões"
Dyrce Araujo – Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (inscrições no site
www.fccr.org.br)
16h - Show na Praça Especial: apresentação musical de Beto Jaguary – ao lado do Espaço Mário Covas (COI)
19h30 – Palestra com o escritor Carlos Felipe Moisés – tema “Poesia e
Oralidade” - Anhanguera Educacional
19h30 - Oficina “Prosa e Carvão” com Andressa Carvalho – Centro de
Excelência em Artes Visuais (Ateliê de Artes) - Sede da FCCR (inscrições no
site www.fccr.org.br)
19h30 e 20h30 – Projetos "Vamos prosear!" e "Vozes impressas", com Sônia Gabriel e Pércila Márcia, do Instituto Ecocultura - Espaço Cultural Johann Gutlich
20h30 - Espetáculo musical “Chega junto” com Trem da Viração – Casa deCultura Caipira Zé Mira

Dia 30
16h - Show na Praça Especial: apresentação musical “Mistura brasileira”, com Joca Freire – ao lado do Espaço Mário Covas (COI)
Dia 31
10h - Oficina “Escrita Criativa” com Cristina Faga - Espaço das Artes Helena Calil (inscrições no site www.fccr.org.br)
10h30 – Lançamento do CD infantil “O Circo Já Vai Chegar” - Parque Santos Dumont
14h - Projetos "Vamos prosear!" e "Vozes impressas", com Sônia Gabriel e Pércila Márcia, do Instituto Ecocultura – Parque Santos Dumont
15h - Show na Praça Especial: apresentação musical de Lon Amorin - Parque Santos Dumont
17h – Show musical “A Flauta que me Roubaram” com Joca Freire - Parque Santos Dumont
18h – Apresentação teatral “Poeta em Cena” com texto de Valeria Tarelho – Parque Santos Dumont
19h – Show musical de lançamento do CD “O peito aberto em versos”, com Gabino, o poeta cantador do Vale – Casa de Cultura Rancho do Tropeiro Ernesto Vilela
21h - Show musical de lançamento do CD “O peito aberto em versos”, com Gabino, o poeta cantador do Vale – Casa de Cultura Caipira Zé Mira

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Naquele último aniversário...



Tem um texto meu no Jornal de Caçapava, para quem não tem acesso ao jornal, visite o

http://www.jornaldecacapava.com.br/not4.html

Passem por lá...

Paz e bem!
Sônia Gabriel

sábado, 17 de outubro de 2009

Convite para mostra no Museu José Luiz Pasin


Transposição do Rio Paraíba - Informativo

(Foto: Sônia Gabriel - 2006 - Rio Paraíba do Sul)
" O Instituto de Estudos Valeparaibanos (I.E.V) realizou em Lorena, na UNISAL, uma importante reunião relativa à transposição do Rio Paraíba, cujo projeto estará pronto em março de 2010.
A proposta partiu do Museu Frei Galvão, de Guaratinguetá, no Simpósio de História da região, realizado em Santo Antônio do Pinhal, no início de agosto de 2009. O projeto de transposição do rio Paraíba, prevê um direcionamento das águas do nosso rio, para uso da Capital de São Paulo, com a média entre 5 mil e 15 mil litros de nossa água por segundo. Tal transposição, diminuindo nossas águas, levará, em poucos anos à aridez e decadência da região valeparaibana, com prejuízo de nossa economia.
Como a proposta do Governo do Estado diz que tal transposição dependerá do desejo da comunidade da região, a ação do Instituto de Estudos Valeparaibanos será urgente, com a elaboração de um documento que impeça tal transposição. Não queremos ser um novo Rio São Francisco, nem um Nordeste árido.
Para tanto, será elaborada em próxima reunião uma Carta de Defesa do Rio Paraíba do Sul. Esta primeira reunião foi realizada no dia 25 de setembro – Dia do Rio Paraíba do Sul. Foi coordenada pelo Profº Nelson Pesciotta – Presidente do I.E.V e contou com a presença de autoridades do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul. Participaram o Prefeito Municipal de Guaratinguetá – Júnior Filippo, que já foi Presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas, várias ONGs do meio ambiente, vereadores e numerosos estudantes da UNISAL, todos conscientes de que é necessário que se tome providências urgentes em defesa de nossas águas, hoje e para o futuro, “para não sermos apenas produtores de água para as regiões metropolitanas”, nas palavras de Luiz Roberto Barretti - representante da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental e atual vice-presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba.

O nosso Vale do Paraíba do Sul não merece tal futuro.

Fontes para informação:
- Arquivo Memória de Guaratinguetá do Museu Frei Galvão.
- Jornais diversos
- Rio Paraíba do Sul - Junho/Julho. Ano 10. Edição nº 50, 2009. Boletim Informativo.
"

Para quem quiser mais informações:
Museu “Frei Galvão”
Arquivo “Memória de Guaratinguetá”
Inaugurado em 23 de dezembro de 1972
GUARATINGUETÁ ESTADO DE SÃO PAULO
Praça Conselheiro Rodrigues Alves, 48 - Telefone (12) 3122-3674 - Cep: 12500-020
www.casadefreigalvao.com.br
museufreigalvao@yahoo.com.br

Livro de Réginaldo Poeta Gomes...

Caros amigos, vejam que bacana o convite de Réginaldo...

"Gente, tudo em paz por aí? Disponibilizei no blog acesso ao livro de poesias: "Do Canto de Cá dos Meus Olhos", lançado em julho de 2005. Quando tiverem tempo e vontade acessem: http://reginaldopoeta.blogspot.com/
Para uma melhor visualização escolha a opção FULLSCREEN (conforme imagem)"

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Hermann Hesse e Helena

Hermann Hesse e Helena
( Publicada no Jornal de Caçapava de 02 a 08 de outubro de 2009)

Toda vez que nasce uma criança nosso ser se renova, a esperança nos toma e nos sentimos mais humanos. Uma nítida convicção nos acalma, aquela de que a próxima geração será sempre melhor que a nossa. Quando um bebê chora, a “finitude” da vida não mais nos apavora. E nasceu mais uma esperança.
Nasceu Helena. Filha de uma amante dos livros. Fiquei imaginando com o que poderia lhe presentear, enfim estou aqui construindo seu presente. Ainda não vi Helena, mas imagino a beleza que deve possuir; seus olhos se abrindo para o desconhecido. Lembrei-me da história da Bela Adormecida e os presentes que lhe foram oferecidos, para não correr o risco de alguma fada se aborrecer e a história se repetir, resolvi eu mesma oferecer-lhe os desejos.

Primeiramente, lhe desejo serenidade de alma. Que não se entregue rapidamente a nenhuma ideologia, fique sabendo que quase todas já tiveram sua oportunidade e ficou provado que a corrupção não se desvencilhou do coração de nenhum de seus protagonistas, mesmo que em maior ou menor grau. Tomara que seja você, mais uma de uma geração que poderá construir algo verdadeiramente novo. Por enquanto só ouvi conversa.

Em segundo lugar, lhe desejo amor. Que você possa essencialmente amar. Que seus olhos não precisem nada nunca ocultar. Que você saiba amar seu próximo, seu distante; que seja o amor ao ser humano, sua mais profunda convicção; que seja sua presença, sempre um bálsamo, uma brisa, um abraço.

Finalmente, lhe desejo sabedoria e aqui, neste momento, entra o escritor Hermann Hesse. Ele escreveu em seu livro “Siddartha” algumas linhas sobre a sabedoria: “O conhecimento pode ser comunicado, mas a sabedoria, não. Uma pessoa pode encontrá-la, vivê-la, ser fortificada por ela, operar maravilhas por seu intermédio, tudo menos comunicá-la e ensiná-la”.

Helena, apesar de aparentemente desanimador, ele nos dá um sinal: o exemplo. Neste mundo consumista, e não apenas do que pode ser comprado, que a exacerbada flexibilidade não lhe impeça a firmeza de caráter, que a competição desenfreada não lhe prive do respeito ao outro, que a visão imediatista não lhe permita ferir a natureza sem remorsos.
Que você, que foi presenteada com o nome da mais bela mulher da Antiga Grécia, seja sempre bela de corpo e alma. Seja literariamente sábia e bela. Seja bem vinda ao nosso imperfeito e mágico mundo.

Para Helena, que acaba de chegar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Ah! A Primavera






Ah! A Primavera!
(Publicada no Jornal de Caçapava de 25 de setembro a 01 de outubro de 2009)


Dizem os cientistas especializados em sexualidade e comportamento que quando a mulher está em período fértil ela se arruma mais. Em algumas experiências eles fotografam as mesmas mulheres em dias normais e em dias de intensa ovulação e depois colocam as fotografias para serem apreciadas por ambos os sexos. Segundo os estudiosos as fotografias escolhidas como mais bonitas ou em que as protagonistas estão mais bem arrumadas são sempre as segundas.
Resultado: as mulheres em período fértil querem ser vistas, faz parte do esquema da preservação da espécie que nós, homo sapiens sapiens que somos, tentamos um tanto quanto negar!
A Primavera é assim, está seduzindo a Terra. Não há dúvidas de que é, para mim, a melhor estação do ano. A Primavera é uma mulher amada.
Reparem como são as mulheres quando estão amando: ficam mais radiantes, os olhos bem abertos, límpidos, brilham mesmo que haja esforço de negação do fato ou do ato, que seja. Cabelos artisticamente penteados ou totalmente despenteados; semblantes apaixonados dispersos a visualizarem lembranças acumuladas do ser amado. Por onde caminham, parecem deslizar por um tapete de flores.
AH! A Primavera é uma mulher em estado de amor, uma mulher bem amada.
Exala perfume próprio melhor que qualquer adicional francês. Suporta melhor os reveses impostos pela vida.
Uma mulher que sente em seu corpo, coração e alma a força de um amor sustenta melhor as próprias rugas (internas e externas) e as de seus semelhantes. Compreende o fato determinante de que o tempo não nos espera, mas nos permite abastecer energia para sobreviver aos invernos.
O amor ainda é o melhor adubo e a Primavera a expressão mais contundente de nossa frágil humanidade e forte percepção de sentidos, quando o sentir-se amado é possível.
A partir deste mês nosso olfato se aguçará, nossos ouvidos se aprimorarão, nossas pupilas se dilatarão e nossos olhos se deslumbrarão com dias mais claros, com manhãs mais aconchegantes, com casais caminhando, com mulheres sorrindo, escancarando o prazer de serem amadas, inclusive por elas mesmas.
Aprecie as flores, saboreie os frutos da época, plante jardins, leia livros acomodando-se gostosamente nos bancos de praças, sorva o aroma que se levanta quando a chuva cair e não permita que os pássaros sejam calados.
É tempo de viver e reconstruir. Ainda dá tempo de lutar e não permitir que se findem nossas primaveras e as daqueles que sob sua moldura serão gerados.
Paz e bem. Sempre.

Sônia Gabriel
soniamgabriel@itelefonica.com.br

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais Ecocultura...


Pércila apresentando os objetivos e missão do Instituto Ecocultura.

Fomos prestigiados por pessoas muito importantes para cada um de nós: Ângela Savastano, Rita Elisa Sêda que nos deu a honra de contar sobre seu livro "Cora Coralina: raízes de Aninha" lançado recentemente em Goiás e que apresentamos em primeria mão aqui em São José dos Campos, na ocasião ela falou sobre Cora Coralina e convidou a todos para o lançamento que acontece dia 23 de setembro no shopping Colinas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ecocultura na UNIVAP - SEMFEA 2009

Nosso Batizado!Nosso colóquio na UNIVAP foi muito especial. Se nascemos oficialmente na TV Aparecida, ontem foi nosso batizado. Um momento de apresentação de nossa proposta enquanto ONG e de confraternização por esta oportunidade de unirmos sonhos. Todos sabem que concretizar um sonho é tarefa árdua, a união de forças e competências facilita e muito. Estamos cercados de pessoas com energia e valor!
A união entre a realidade da cultura popular, sua prática diária com a importância dos estudos
e sua valorização possibilitam aprendizado para todos!

Aula da Nívea: estudar sempre, buscar a fundamentação teórica para compreender as vivências e seus contextos é nossa dinâmica.

O valor de ser comunidade, de aprender e reforçar laços com aqueles com quem convivemos.

Aprendizado com interação e alegria.


Mais fotos...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Coluna Crônica Jornal de Caçapava:Catedrais e capelas.





Catedrais e Capelas
(Publicada no Jornal de Caçapava de 18 a 24 de setembro de 2009)

Não se pode negar o esplendor de uma catedral, são majestosas e adornadas com a beleza que as mãos dos escultores, pintores, arquitetos, engenheiros, artistas plásticos produzem e quase deificam.
É óbvia a beleza de uma catedral, mas o que será que acontece comigo? É! Algo acontece comigo, conclui, com a aquela certeza que não sei de onde vem que dificilmente encontrarei uma catedral mais bela do que uma capela.
As capelas possuem uma beleza singular, ímpar. Não há comparação entre o sentimento que me assola quando estou em uma ou na outra.
As catedrais (não nego sua beleza) representam a majestade que o homem imagina que Deus tenha ou que gostaria ele mesmo, ser tênue que é, de possuir.
As capelas, ainda não estou muito certa, mas tenho em meu coração que numa capela mais do que em qualquer outro lugar, sentimo-nos envoltos no próprio Deus.
Ainda não encontrei no mundo, em minhas viagens reais ou virtuais catedral alguma que fosse mais bela que uma capela, e até agora, a mais bela das capelas encontrei em Vitória no Espírito Santo: Capela de Santa Luzia, segundo contam possui mais de quatrocentos anos.
A construção rústica e singela abriga a memória daquela que teria arrancado os próprios olhos, mas não sucumbiu ao sentimento que apenas o coração alheio desejava.
As paredes rotas, a falta de ornamentação, o silêncio, os traçados dourados no altar, a escada forjada na pedra para alcançá-la, a sombra refrescante depois da subida por densas ruas. Deus deve ser uma capela.
A beleza não óbvia precisa um pouco mais de treino para ser encontrada, se parece com tesouros escondidos pelos piratas, há a necessidade de um mapa com os passos a serem seguidos. Tenho a nítida sensação que o tempo, a maturidade, certa aversão à pressa e a certeza de que a vida é muito mais que os brilhos aparentes são alguns desses passos.
Tenho encontrado minhas capelas e sua singularidade me permite descansar meu inquieto e apaixonado espírito com mais tranquilidade. Nelas não me atrapalha o excesso de estátuas, pinturas, objetos, bancos, colunas, vozes, flashes...
Quem sou eu para discutir os desejos inconscientes, o céu de cada um, mas o meu céu gostaria que fosse uma capela.

Sônia Gabriel
soniamgabriel@itelefonica.com.br

http://www.jornaldecacapava.com.br/not7.html

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Instituto Ecocultura na UNIVAP


Caros amigos,

O Instituto Ecocultura teve sua primeira apresentação pública no Programa Sabor de Vida (TV Aparecida) em agosto de 2009, foi um momento muito especial para todos nós. É fato que todo sonho precisa de muito trabalho para se realizar e nós sabemos o quanto é árdua a tarefa que escolhemos. Também prazerosa.

Agora queremos encontrá-los pessoalmente!
Conversar, falar de nossos projetos, conhecer os de vocês, trocar experiências e ampliar as possibilidades de comunicação entre pessoas de interesses afins. Nossa proposta é dinâmica e não excludente.

Amanhã, 16 de setembro, estaremos na UNIVAP – Aquarius. Nossa ONG foi convidada a participar do colóquio sobre “Educação, ética e compromisso social: o patrimônio como linguagem de interação”.
Este evento está na II Semana de Educação e arte (SEMFEA) e acontecerá a partir das 19h30min.

Compareçam, vamos conversar sobre patrimônio, cultura, educação e trocar experiências que só tendem a enriquecer nossos trabalhos.
Instituto Ecocultura
Nívea Lopes, Flávia Diamante, Pércila Márcia, Fábio Ramos, Roberto Munholi e Sônia Gabriel