quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nós e Deus - construtores de jardins!

 Enquanto guardo as malas, desfaço embrulhos e separo os postais e fotos desta viagem, reveladora para mim, penso nos jardins e penso em Deus.

 O que mais eu vi em Paris, nas cidades interioranas da França e em Londres, além de monumentos, foram jardins. Aqui, no Jardin des Tuileries (Jardim das Tulherias)  que está rodeado pelo Louvre, pelo Sena, pela Place de la Concorde e pela Rue de Rivoli, pensei no Primeiro Jardim, o Éden. Pensei nos jardins dos homens.


 Jardins que os homens insistem em reproduzir de seus sonhos de estarem perto de Deus, os dedicando à beleza. Me visitou a memória o jardim de Ruth Guimaães.

 A amplitude do espaço repleto de ar frio e livre nos remete ao Onipotente, Onisciente e claro, em cada planta, banco, estátua, rosto estrangeiro, Onipresente.

  Caminhando ou zelando pelas vidas, Deusas e Mulheres agradecem pela colheita fecunda.

 A beleza perene das folhas caindo neste outono (de lá) em contraste com a eternidade imposta por homens breves. Nem por isso, menos belo.

 Alcançar ou ferir o céu? Como nas paixões humanas, talvez, as duas motivações.

 A imensidão dos jardins quase celestiais, a imensidão das praças humanas e nós, pequenos, nos agigantando de amor por tudo que podemos construir... de belo!

 Ainda não encontrei a Capela que aguardo, as Igrejas e Catedrais estão me seduzindo, me cercando.

 As portas que tanto gosto de abrir, de evitar fechadas, permitindo a luz e o ar, tão pequenas no meu cotidiano.  Precisaria de mais apaixonados, como eu, pelo ar para conseguir abrir esta.

 O céu está sempre onde tem que estar, nós é que temos que lutar para não esquecer de vê-lo. O céu de Paris se impôs sobre mim e minha alma se emocionou, viajou, vagou entre páginas e mais páginas dos livros sorvidos até aqui, da imensidão de imagens das telas capturadas, mas em nenhum momento foi mais...

... que minha corajosa e falível condição humana. Viva a vida! Que se faça o céu de cada um na beleza e bondade Divinas.

Sônia Gabriel

2 comentários:

Bananal, my history, my city, my life. disse...

Adorei:)
Bjo

SONYA MELLO disse...

As fotos ficaram perfeitas e sua imagem nelas, compôs uma visão única, inesquecível, tenho certeza! Privilegiada és tu, por ver ao vivo e em cores, lugar como aquele e sua princesa, quando tomar ciência do acontecimento que viveu inconscientemente, ficará encantada! Felicidades!