segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ecocultura na UNIVAP - SEMFEA 2009

Nosso Batizado!Nosso colóquio na UNIVAP foi muito especial. Se nascemos oficialmente na TV Aparecida, ontem foi nosso batizado. Um momento de apresentação de nossa proposta enquanto ONG e de confraternização por esta oportunidade de unirmos sonhos. Todos sabem que concretizar um sonho é tarefa árdua, a união de forças e competências facilita e muito. Estamos cercados de pessoas com energia e valor!
A união entre a realidade da cultura popular, sua prática diária com a importância dos estudos
e sua valorização possibilitam aprendizado para todos!

Aula da Nívea: estudar sempre, buscar a fundamentação teórica para compreender as vivências e seus contextos é nossa dinâmica.

O valor de ser comunidade, de aprender e reforçar laços com aqueles com quem convivemos.

Aprendizado com interação e alegria.


Mais fotos...

domingo, 13 de setembro de 2009

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Voltando para casa.




(Publicada no Jornal de Caçapava de 11 a 17 de setembro de 2009)
Voltando para casa.
Quem gosta de viajar conhece bem a sensação. Aquelas frases piegas “não há lugar como o lar”, “lar doce lar”. Ah! Quanta verdade! Aliás, há quem diga que o único lugar em que podemos ser realmente a verdade é em nosso lar.
É! Eu estou voltando para casa. Literariamente. Não totalmente, aos poucos com parcimônia (palavrinha antiga), voltando mais sábia e até mesmo mais esperta.
Lentamente volto para casa por opção e não por falta dela.
Tenho evitado grupos (ainda mais do que sempre fiz), tenho procurado aproximar-me de pessoas e manter-me em silêncio, diante daquelas mais inadequadas.
Nos últimos anos perdi um pouco (só um pouquinho, é bem verdade) a fé nos humanos. Ainda acho que gente é o que de melhor o mundo tem, mas hoje sei também que há “gentes” e “gentes”.
Balanço difícil de fazer. Mundinho difícil de viver.
Calma gente! Não estou desanimando do mundo. Não! Isso nem combina comigo, como diria meu filho. Estou apenas constatando as máscaras.
Quantas máscaras nos cercam todos os dias!
Quantas guerras por tão pouco ou quase nada, quando não por nada, se a sabedoria popular diz (e eu creio) “que o que é do homem, o bicho não come”.
Quanta gente que não se conforma com o que é seu e precisa, desesperada e patologicamente, do que é do outro também.
Quantas palavras desperdiçadas. Isso não! Palavras são alimento, quer se queira, quer não. Não se joga palavra fora. Não se gasta saliva em vão.
As máscaras! Cuidado com as máscaras! São belas e podem ser feras!
As máscaras caem, graças a Deus! Como as folhas no outono, as máscaras sempre caem! Mas até caírem quanto estrago, quanta dor distribuem?
E quando, finalmente, as máscaras caem o que sobra, quando sobra é o que de melhor o ser humano tem. Bom ou mau, dependendo do lado em que se está, no final sobramos nós mesmos, e não se deve ter medo do que se vai ver.
Na solidão (que não é ruim, aquela saudável, quase divina) de nos vermos realmente como somos, o belo se manifesta sempre, mesmo quando o rejeitamos porque deixamos de SER e estávamos preocupados em TER e muitas vezes aquilo que, talvez, só nos fizesse mal.
Nem um pouco pródiga estou fazendo o caminho de volta. Agora um pouco já sei, agora já sou e não preciso mais temer por mim, mas verdade seja dita, ainda há muito que temer por outros, porque o outro, “Ah! Meu amigo”, o outro sempre acaba em nós mesmos.
E não há ciência que possa alterar isto.
Ainda bem que podemos viajar e voltar. Que bom saber que há sempre para onde voltar de VERDADE.
Paz e bem!

Sônia Gabriel
soniamgabriel@itelefonica.com.br

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Crônica no Jornal Valeparaibano: 03/09/2009

Caros amigos, a crônica acima em texto algumas postagens abaixo está no Vale Viver de hoje, 03/09/2009. Jornal Valeparaibano.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Coluna Memória sobre lendas do Vale

Matéria sobre manifestações culturais populares, foi escrita pela Isabela , no Jornal Valeparaibano em 25 de agosto de 2009.
Aguardo os comentários de vocês...
Paz e bem!
Sônia Gabriel


"Lendas e causos fazem parte do folclore São José dos Campos
Em materiais sobre o folclore brasileiro e, no imaginário das pessoas, as imagens que ilustram esse tema costumam ser claras referências a personagens de lendas e mitos populares que são contados de gerações a gerações no país.Muito comuns nas áreas rurais, histórias como as de boitatá, curupira, lobisomem, mula-sem-cabeça e do corpo-seco são levadas e incorporadas também ao ambiente urbano por características destacadas no quadro ao lado: a transmissão oral e a divulgação.As histórias têm como objetivo passar uma mensagem moral a quem as escuta e, muitas vezes, mexem com as emoções utilizando recursos de mistério e terror que aguçam o medo.Muito embora estudiosos afirmem que elas venham perdendo a força que exerciam sobre as crianças antigamente--parte por culpa do advento das tecnologias e pelas mudanças comportamentais da sociedade--essas histórias ainda mantêm certo ludismo que as fazem valer como entretenimento, se não como ensinamentos.A historiadora Sônia Gabriel, autora do livro "Mistérios do Vale", explica que as lendas costumam partir de um dado verídico ao qual são acrescentados elementos fantasiosos, geralmente com características da região em que são contadas.Ela aponta que do século 19 até meados do século 20, as contações dessas histórias folclóricas eram realizadas dentro das casas, principalmente passadas de avós a netos. Eram conversas de adulto, mas passadas aos netos com a consciência de que para um nível mais baixo de maturidade."É que naquela época as meninas se casavam com 14 anos e, com 18, já tinham dois filhos, por exemplo. Não se conversava como hoje, com linguagem direcionada a crianças", disse.Uma das lendas comuns nesta região, e que demonstra um pouco o caráter moralístico intrínseco em parte dessas histórias, é a da porca e os leitões-- trata-se do conto sobre uma mulher que engravida e comete infanticídio de sete ou oito [dependendo de onde é contado] filhos. Quando ela morre, se transforma em uma porca e, como castigo, é seguida pelo mesmo número de leitõezinhos.TERROR - Mas nem todas as histórias necessariamente são predominantemente carregadas de subjetividade moral. Muitas são histórias de assombrações relacionadas a algum crime brutal ocorrido em dada região.Locais são classificados mal-assombrados, bem como algumas personagens da história das cidades são transformadas em fantasmas, motivados pelo pavor da sociedade diante de uma morte marcante."A morte é a única coisa que não se desvenda. Como diria Ariano Suassuna, esse é um mal irremediável. As pessoas nascem já se preparando para a morte futura, é um contraponto. O receio dela, sobretudo do que irão encontrar depois, é que provoca esse fascínio por essas histórias", disse.Para ela, a cultura é o que mais influencia na forma como esas histórias são incorporadas em cada local. Mas para a escritora Ruth Guimarães, entretanto, a cultura local não é determinante dessas variações."O homem e a criatura são iguais em todos os lugares. O folclore não é inventado e, sim, adaptado de uma primeira criação feita por um artista. Ele é divulgado e as pessoas o repetem de maneira natural e, só pode ser considerado como tal, se houver aceitação e universalidade", disse.
Estudiosos discordam sobre histórias São José dos Campos
As histórias folclóricas são interpretadas de maneiras distintas pela ótica de estudiosos quando se fala de influências delas na vida de quem as recebe. Para a escritora Ruth Guimarães, ao absorver esses mitos e lendas as pessoas [não apenas crianças, mas também adultos] adquirem um conhecimento popular mais amplo e aprofundado."É uma soma que é importante. Caso contrário as pessoas vão contar histórias da televisão, que são uma bobagem. Mas em todo lugar ainda tem gente contando causos ou piadas", disse.Para a historiadora Sônia Gabriel, a sobreposição da televisão é algo que já acontece, mas, por outro lado, os meios de comunicação têm contribuído para a contação pública de histórias folclóricas. "O imaginário infantil hoje é diferente. Os adultos refletem mais sobre a moral contida nessas histórias. As lendas são mais entretenimento do que influências aos menores", disse."

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Estarei na TV Aparecida em 18/08/2009


Caros amigos, estarei amanhã na TV Aparecida no programa Sabor de Vida. Falaremos sobre a importância de conversar e contar histórias em família e também sobre algumas histórias do Vale. Conversaremos sobre a valorização de nossos patrimônios - objetivo do Instituto Ecocultura. Até lá...

"Entretenimento com muita informação. Este é o objetivo do Sabor de Vida, um programa de variedades destinado a toda família. Em um ambiente descontraído e alegre, o Sabor de Vida valoriza manifestações próprias da cultura do nosso povo e ações que contribuem para o crescimento do cidadão, fornece dicas que possam complementar a renda familiar, e a qualidade de vida de seus telespectadores.


Terça-feira das 15:25 às 17:00 e das 03:45 às 05:20."

Espero que assistam!
Paz e bem!
Sônia Gabriel

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Troca de conhecimentos e experiências...

Encerramento do XXIII Simpósio de História do Vale do Paraíba, no sábado, marcado por forte participação de jovens universitários e profissionais. Fato muito comentado pelos pesquisadores mais experientes.
Tom e Thereza Maia com sua simpática neta, Bá (como ela gosta de ser chamada).
Atrás Paulo com minha pequena "pesquisadora" Babi.
Momento das premiações, Professor Pesciotta deu nome a um prêmio, honra concedida pelos membros do IPHR e Professor Sodero sempre atencioso.

Nélson Pesciotta

Almoço anual dos membros do IEV, Instituto de Estudos Valeparaibanos.
Na eleição anual, ficou decidido que o próximo simpósio será na UNITAU e o tema Festas Populares: do sagrado ao profano. Até lá.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Começa nosso Simpósio de História do Vale do Paraíba...

O nosso simpósio começou... Sábado estarei aí! Até.
Sônia Gabriel

XXIII Simpósio de História do Vale do Paraíba tem início nesta quarta-feira, em Santo Antônio do Pinhal

O Instituto de Estudos Valeparaibanos comemora seus 36 anos de atividades com a promoção de mais um Simpósio de História. O encontro acontece de 5 a 8 de agosto, na Estância Climática de Santo Antônio do Pinhal, localizada na Serra da Mantiqueira (SP). O tema este ano é “O Desenvolvimento dos Transportes no Vale do Paraíba” e o Simpósio será realizado em parceria com o Instituto de Pesquisa Histórica Regional e Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal – Secretaria de Educação. Com mais de 100 inscrições, o evento promete repetir o sucesso de edições anteriores, com a participação de estudantes, pesquisadores e demais interessados.


Fundado no dia 30 de junho de 1973, o Instituto de Estudos Valeparaibanos tem trabalhado, incansavelmente, na preservação do patrimônio histórico, artístico, cultural e ambiental da região que abrange os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Seus objetivos se voltam para a recuperação da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, a preservação dos remanescentes florestais das serras da Mantiqueira e do Mar, a difusão do turismo ambiental e cultural, a assessoria a prefeituras, faculdades e instituições de ensino e cultura. Fruto gerador de sua ação efetiva na região são os arquivos documentais, os museus regionais, o tombamento de imóveis rurais e urbanos e o despertar de uma ação efetivamente cívica e cultural. Com este espírito, o IEV é um marco na história regional!

Sucesso para todos nós!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Coluna Crônicas Jornal Valeparaibano: O Tijolo e a Gargalhada



O Tijolo e a Gargalhada

(Publicada no Jornal Valeparaibano em 16/07/2009)


Entrei, beijei meu filho que foi para a piscina e me sentei na cadeira de plástico branca, recostei-me e abri na página 321 o livro de Laurentino Gomes, o delicioso 1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil (sim, este é o título do livro).
O livro, com suas 416 páginas, parece um tijolo e notei que a maioria das pessoas que passavam, estavam me olhando um tanto quanto atravessado. Continuei ali, me deliciando com o passado, com aquele ar quase ridículo de quem pensa que pode julgar os que já se foram e é fato que não podemos.
Mais de trinta minutos com os olhares intrigados comecei a ficar incomodada. E um tanto sem jeito. Passava um, ia para a natação, passava outro ia para a musculação, sentava um a direita, outros a esquerda, e eu cada vez mais me sentindo uma alienígena.
Caramba! O que é que esse povo tanto olha? Ninguém lê por aqui? Será que é o tamanho do livro? Arrumei melhor o corpo, organizei os cabelos e fingi que não me observavam.
E não é que não consegui continuar lendo?
Só então percebi a música alta, tenho uma facilidade enorme de me desligar quando estou lendo. E como faço isso em qualquer lugar, já paguei micos e passei por momentos engraçados. Um deles foi quando estava no endocrinologista, no tradicional consultório do Dr. Ivan Ascênsio, nesta. Lia alguns gibis. Chico Bento é disparado meu preferido.
A tirinha era hilária, comecei rindo apenas com uma esticadela dos lábios, meio disfarçando, depois já fazia um som discreto tentando me conter. Teve um momento que não deu para segurar, gargalhei, mas foi com gosto mesmo!
Nem todo mundo aprova gargalhadas, muito menos em público, de acordo com algumas pessoas chatérrimas que conheço jamais se deve gargalhar, quando muito uma risadinha com discretíssimo som, mesmo dentro de casa. E defendem que rir demais dá rugas, fortalece as marcas de expressão...
Voltando ao consultório médico, o casal sentado ao lado me olhou, como os que estão me olhando agora; fiquei sem graça e notei que o filho deles, que deveria ter uns vinte e cinco anos, com os olhos oblíquos e mãos juntinhas sorria timidamente e sorriam de minha risada, seu olhar estava fixo em mim e na revistinha, seu corpo quase o impelia para pedir o objeto de minha gargalhada, era óbvio que queria ver também, mas não me atrevi a emprestar-lhe, que pena!Que bobagem a minha. Parei de rir e estava quase contagiando mais um.
É isso! Consultório do endocrinologista estou atrasada com as consultas, entendi... Esse povo está achando ridículo, eu, um pouquinho, só um pouquinho fora do peso, sentada, lendo enquanto eu deveria estar andando para chegar a lugar nenhum, levantando ferro sem ser por lavoro e pulando num mesmo lugar sem ser festa de aniversário de criança.
Caramba! Que vergonha!
Ah! Mas espera aí, alguém tem noção do quanto pesa este livro?
Não é pouco garanto. E aqui conta a história de um gorducho, comilão de frango, que nunca se preocupou com as “gordurinhas” localizadas, não sabia o que era sedentarismo, e tem um monte de gente se ocupando em estudar sua vida ou comprando livros sobre ele até hoje, inclusive, eu.

Sônia Gabriel

sábado, 13 de junho de 2009

Fotos do colóquio no SESC

Foi ontem.Passei a semana toda na espera deste momento. O pessoal compareceu e participou, estava muito gostoso.
Foi muito bom estar ao lado da Ruth Guimarães, quando eu poderia imaginar tal momento? Já estivemos juntas mas não como colegas de trabalho, para mim foi o mesmo que ser diplomada.

Nem o frio segurou quem gosta de cultura, obrigada pela presença.

Rita Elisa, amiga em todos os momentos, cuidando da BABI.

Dyrce Araújo,na primeira fila, quanta honra!

Foi bom ouvir e contar, faltou tempo, sobraram histórias, precisamos nos encontrar novamente.

Eu,Ruth Guimarães e de preto, Darcy Breves, pesquisadora e professora em Caçapava.

Que foto maravilhosa!

Ontem foi aniversário da Ruth Guimarães, dia dos namorados, 89 anos. Comemoramos todos com ela. Não disse que foi um momento maravilhoso!

Eu e a escritora Zenilda Lua, um doce de pessoa, uma poesia.

Darcy Breves, eu e Ângela Savastano.

Poeta Moraes.

O encerramento, ficamos com gosto de quero mais.

Eu e Ruth.

Foi muito mágico para mim, nada posso dizer, nem saberia... Agradeço por ter vivido esse momento!Agradeço ao Ricardo e a Elisa por terem confiado em meu trabalho.
Paz e bem!
Sônia Gabriel

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Encontro no SESC - hoje!

Fonte: Jornal Valeparaibano, 10 de junho de 2009, acesso: www.valeparaibano.com.br

Espero vocês lá...
Paz e bem!
Sônia Gabriel

"Folclore
Lendas e mitos do Vale
Isabela Rosemback

Dois nomes que se dedicam a desvendar as lendas do Vale do Paraíba se encontram na próxima sexta-feira em um colóquio aberto ao público: Ruth Guimarães e Sônia Gabriel dividem uma mesa do projeto "Prazer em Receber", do Sesc, que tem como objetivo aproximar o público dos debates culturais.No espaço de convivências, elas se unem para repassar aos presentes o conhecimento que colheram ao longo dos anos por meio da oralidade do povo valeparaibano e dos documentos deixados por antepassados e pesquisadores.As duas se complementam de forma a compartilhar informações regionais com riqueza de detalhes ao alcance dos ouvintes. Duas gerações diferentes que se intercalam por um interesse comum, que é o de se aprofundar nos costumes da região.Ruth Guimarães é escritora renomada, com cadeira na Academia Paulista de Letras. Sônia Gabriel acumula os títulos de professora de história, socióloga e pesquisadora. Com esses currículos, elas afirmam que, apesar de as pessoas estarem despertando para a importância da valorização dos costumes daqui, ainda há muito a ser feito nesse sentido.

COLÓQUIO - A iniciativa do Sesc abre caminhos para a ampliação dessa consciência. "Essa abertura é muito boa, porque as pessoas da cidade ignoram o subterrâneo, o subconsciente. Elas devem tomar ciência dos mitos do lugar em que vivem porque eles são naturais e heranças dos negros e dos portugueses", disse Ruth.Na opinião da escritora, estamos longe de alcançar a civilização porque pouco conhecemos (ou respeitamos) sobre o que nos cerca. "Falta comunicação. As pessoas estão mais ligadas à televisão, onde assistem a programas que não têm o que comunicar", completou.Por isso ela fala com tanto orgulho, para quem quiser estiver disposto a ouvir, sobre elementos da memória caipira. Interessados devem esperar que nessa sexta-feira compareçam à mesa personagens como o lobisomem, o saci, a loira da rodoviária e a mula-sem-cabeça."Esses mitos mexem com a imaginação, principalmente com a das crianças. Conforme as pessoas vão conhecendo essas histórias elas vão se sentindo mais valorizadas e se identificam mais com o lugar em que vivem", disse Sônia Gabriel.Autora do livro "Mistérios do Vale", ela afirma que nos últimos cinco anos percebeu que faculdades e escolas da região têm incentivado a busca pelo conhecimento regional."Já dei palestras em cursos de Pedagogia e de História, onde futuros professores eram orientados a repassarem esse interesse em classe. Isso se torna o que chamamos de 'círculo virtuoso'", completou.O projeto "Prazer em Receber" do Sesc permanece até o final deste mês com outras ações que aproximam o público dos artistas e estudiosos da cultura. Para deixar os convidados à vontade, ele também estará servido café a quem participar da programação especial."