domingo, 2 de março de 2008

Um Vale de Livros: Guia das Nascentes



Quando estive em Lagoinha - SP, comprei este Guia Nascentes, é muito bom. O trabalho de pesquisa, escrita e, claro, as fotografias foram feitos por João Rural, conhecido de todos por seu trabalho.
O guia traz detalhadas informações sobre: Areias, Cunha, Jambeiro, Natividade da Serra, Paraibuna, Redenção da Serra, São Luiz do Paraitinga e Silveiras. Indispensável para nossas pesquisas e para conhecer melhor a região.
O guia disponibiliza um site, vale a pena conhecer:

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Nota no Valeparaibano...



Nota na coluna Estilo do jornal Valeparaibano, 19/02/2008.

Mistérios do Vale

'Autora do projeto “Mistérios do Vale”, composto por livro e site, a pesquisadora Sônia Gabriel reuniu-se neste último fim-de-semana com o pessoal do Instituto de História Regional, que está estudando e restaurando o cemitério Velho de São José do Barreiro.
Aproveitou também para presentear a professora Sílvia, que a ajudou a coletar “causos” da cidade para que fossem inseridos no livro dos mistérios.'


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Coluna Mistérios do Vale


Muitas pessoas têm entrado em contato conosco para saber mais sobre o projeto e o livro Mistérios do Vale: histórias que o povo conta no Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira.
Para quem quer conhecer o livro, visite a coluna no site www.valedoparaiba.com. Lá, você encontrará a imagem abaixo, indicando o espaço da coluna, é só entrar e conhecer uma lenda.






sábado, 26 de janeiro de 2008

Jornal Tribuna do Norte - Pindamonhagaba





Acabo de ler, pela Internet, a coluna de Altair Fernandes, no jornal Tribuna do Norte. Ele escreve sobre a história e cultura da cidade. Foi através de um texto dele que consegui material para o livro Mistérios do Vale. Leiam, acompanhem, é material para nossas pesquisas e estudos e para sabermos mais sobre a região valeparaibana, segue um trecho de seu texto... e o site do jornal.


Em 1906 o palacete Tiradentes, prédio da Câmara Municipal, abrigava duas seções eleitorais
Altair Fernandes
Em 1901, quando a Câmara Municipal ocupava somente a parte superior do palacete Tiradentes - no térreo funcionava a cadeia pública - os vereadores se reuniram e, com a intenção de aumentar o número de eleitores de Pindamonhangaba, dividiram o território municipal em quatro seções de alistamento eleitoral.
Na edição de 21/4/1901 do jornal Tribuna do Norte encontramos a publicação referente a esta iniciativa, na qual o presidente da Câmara, o coronel Joaquim Marcondes Homem de Mello, divulgava os cidadãos que seriam os membros efetivos e suplentes das comissões encarregadas do alistamento, assim como os locais onde funcionariam as seções de trabalho.
Os eleitos para tal finalidade estavam convidados a se reunir naquele dia (21 de abril), às 10 horas, para dar início aos trabalhos que “deveriam ser executados em dias sucessivos durante o prazo de 30 dias".

O restante está no:

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Coluna Crônicas do Jornal Valeparaibano - Crônica para meu filho




(Em 28/05/2003)

Tinha sentido tanta dor que imaginava ter morrido, aquele alívio estava tão bom que nem me mexia. Em toda aquela escuridão, ouvi uma voz me chamando. “abra o olho, coragem mulher, abra o olho e veja seu filho”. Não queria abrir, estava tão gostoso não sentir dor alguma, um cansaço me dominava, então escutei, ele chorava, um choro forte, de emergência.
Quando o vi, não sei o que senti, estava sujo, de cabeça para baixo, gritando, era tão pequeno que parecia que não poderia sobreviver. Colocaram-no sobre meu corpo e eu tinha medo de abraçá-lo e quebrá-lo. Tremíamos de frio naquele junho de 1998. Ficamos a manhã toda encostadinhos um no outro, eu contei para ele que no dia em que soube estar grávida quase bati o carro, cortei o dedo quando tentava abrir um litro de leite e cai, literalmente, de bunda no chão. Tudo isso num único dia, o pai desesperado, chegou a pensa que eu não sobreviveria.

Estava tão longe de tudo, tão acima do mundo real, que não pensei no quanto engordaria, nos enjôos que sentiria nas roupas que não me caberiam mais, na dor que quase me enlouqueceria, mas tudo isso também chegou, e eu estava lá, de alma renovada, cheia de esperança, comovida com o mundo e com toda a sua criação... Tudo era capaz de me fazer chorar, o tempo parecia não passar, e nem as ultra-sonografias eram capazes de me aquietar.

Queria vê-lo, passava horas cuidando do quartinho, das roupas, tentando imaginar como seria, com quem se pareceria, como o chamaria, como seria sua voz e o que falaria primeiro, que iria ser quando crescesse ... E ele já estava lá comigo, e eu falava sem parar, como se ele pudesse me entender, nem os olhos ainda abria, mas eu já lhe dizia que o amaria para sempre, e que ele nem imaginava o privilégio que tinha tido, pois eu seria a melhor mãe do mundo, e que ele nunca se arrependeria de ser o meu filho.



Feminino esperar

Você nem existe ainda
E eu tenho certeza do bem que me fará
Que cruel destino
Quero lhe impor meu pequenino
O de me fazer o que ninguém conseguiu,
Nem mesma eu,
Que tarefa árdua
Trazer paz ao meu inquieto coração!
Quando olho no torto olhar
De seu ansioso progenitor
Tenho a súbita esperança
De uma completa felicidade.
Você nem existe ainda
E eu sei o bem que me fará...
O homem que tenho diante dos meus olhos precisa continuar.

Sônia Gabriel


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Mistérios do Vale no Papo Vanguarda...




Domingo, dia 20, no Papo Vanguarda, vamos conversar um pouco sobre os Mistérios do Vale.
Espero que gostem. Ah! o profissionalismo da galera é de primeira, o bom humor também. Valeu a torcida do Vinícius Novaes, do Valeparaibano. Obrigada a todos.


Paz e bem! Sempre, para todos nós.
Sônia Gabriel


Não disse que a galera é simpática mesmo!


sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Livro cita Mistérios do Vale



O livro Metodologias Diversificadas para o Ensino da História Local: Vale do Paraíba da Professora Doutora ANA ENEDI PRINCE, editado pela Cabral Editora e Livraria Universitária, 2006, cita em suas referências bibliográficas o projeto Mistérios do Vale e há nele atividades desenvolvidas pela professora com lendas e casos do Vale do Paraíba que estão no livro Mistérios do Vale.

Foi uma grande alegria ler o livro e saber que este levantamento está sendo aproveitado por outros pesquisadores. Já li o livro todo e vale utilizar as sugestões de trabalhos da autora que cita também artigos de Francisco Sodero Toledo.
Ana Enedi Prince é coordenadora do Curso de Pedagogia e professora de Planejamento e Ensino de História e Estudos Regionais dos Cursos: Normal Superior e Pedagogia da UNIVAP.
É Doutora em História pela Universidade de São Paulo e possui ampla experiência em docência em Ensinos Fundamental e Médio da Rede Pública do Estado de São Paulo.

Sônia Gabriel




segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Mistérios do Vale e Matemática?


Pois é, quem diria não! Professoras da Escola Estadual Dr. Rui Rodrigues Dória - São José dos Campos realizaram um projeto envolvendo Matemática e Português e utilizaram as lendas do livro Mistérios do Vale. A matéria abaixo foi publicada no Vale Educação, Jornal Valeparaibano, em 05 de dezembro de 2007. Vale a pena ler.



Agradeço a confiança em meu trabalho e principalmente o fato de saber que os alunos estão curtindo o livro.

Sônia Gabriel

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Memória 3




No Valeparaibano de hoje (11 de dezembro) Vinícius Novaes, da Coluna Memória, encerra a série sobre os mistérios do Vale do Paraíba. Gentilmente ele faz citação ao nosso projeto de pesquisa. A matéria está muito boa e conta mistérios de Lavrinhas, Areias e Bananal. Vale a pena conferir...

Sônia Gabriel


Fonte: www.valeparaibano.com.br
Acesso em 12/11/2008
Fantasmas do Vale Histórico
Vinícius Novaes

A primeira história da coluna de hoje é um milagre. Diria um milagre romântico. E bem atípico para a época, diga-se de passagem. É o milagre de Nossa Senhora dos Pobres, que aconteceu entre 1880 e 1890.Lá em Lavrinhas, uma bucólica cidade que cresceu às margens do rio Paraíba, Ana Etelvina ia se casar com um homem que estava longe de ser a sua grande paixão. Para acabar com o descontentamento, a mucama que trabalhava diariamente com a moça começou a rezar para a santa.Por incrível que pareça, tudo foi como a vontade da escrava de Ana Etelvina. No dia do casamento, a moça estava linda e triste. Ao vê-la daquele jeito, seu pai a perguntou o motivo da infelicidade. Ela contou e o casamento foi cancelado. "Aquilo era um absurdo para a época. O noivo, todo envergonhado, fugiu da cidade", disse a historiadora Sônia Gabriel. Anos mais tarde, Ana Etelvina casou-se com José Avelino da Silveira, sua grande e verdadeira paixão."O grande mistério é que a imagem desapareceu. Depois de um tempo, a imagem chegou a ser mandada para a Universidade de São Paulo, onde seria restaurada. Desde então, ela nunca mais foi encontrada", contou a pesquisadora.OUTRA FESTA - Essa história é do tempo da escravidão. Conta-se que na fazenda Coqueiros, em Bananal, estava acontecendo uma grande festa para os convidados do Bãrão e da Sinhá. No dia da festa, uma escrava entrou em trabalho de parto na senzala. O caso foi complicado. Ela morreu.A Sinhá, muito aborrecida com o fato, mandou os empregados enterrarem o corpo da escrava embaixo da soleira da porta da cozinha. Porque, de acordo com ela, ali era o lugar da pobre da escrava. Além disso, a Sinhá queria que isso servisse de exemplo para os outros escravos. E decretou que era proibido morrer em dia de festa."Até hoje é preciso pedir licença para a escrava quando for passar da cozinha para o quintal. É uma forma de respeitar a escrava que descansa naquele local", afirmou.FAROL - Agora, feche os olhos e imagine a seguinte situação: você andando de carro por uma estrada bem deserta. À noite. Tudo está bem calmo. Tranqüilo. Lá fora, só o canto da coruja. O céu estrelado e a lua cheia. De repente, um farol surge do nada. Você tenta desviar daquele negócio, mas não consegue. Algo assustador no meio daquela estrada.Foi isso que aconteceu com o seo José e dona Alcina, que seguiam para Areias pela Rodovia dos Tropeiros. O casal via sempre faróis amarelados, que brilhavam intensamente em pontos da estrada. A principal explicação para o acontecimento sobrenatural era um caminhão que circulava pela região do Vale Histórico na época da Revolução de 1932, que carregava fantasmas de soldados mortos no combate."Outra explicação para o fato é de um fazendeiro de Silveiras que teria feito uma promessa de ir a pé até o Santuário Nacional de Aparecida. Só que ele teria morrido antes de pagar a promessa. E até hoje o seu fantasma fica lá à espera de alguém para dar uma carona", contou a historiadora Sônia Gabriel.E parece que o fantasma do senhor ainda continua lá. Ele só vai sair da estrada quando alguém resolver dar uma carona até Aparecida. A propósito, você se habilita?


Escravo 'vive' em caverna na Bocaina São José dos Campos
Até a Serra da Bocaina tem uma história que é de arrepiar...Isso aconteceu há mais ou menos 200 anos. Uma caravana de caçadores, vinda do sul de Minas Gerais, se abrigou em uma das cavernas. Naquela noite estava muito fria e um escravo, meio idoso, estava se queixando de frio. "Deus me acuda... Voumembora se esse frio continuar".O chefe da expedição ordenou que o escravo colocasse um couro de boi nas costas para se aquecer. Ele deitou-se no chão e cobriu o corpo inteiro. No meio da noite, os expedicionários acordaram com gritos assustadores. Quando se levantaram, o escravo não estava mais lá.Tem gente que garante de pé junto que até hoje o fantasma do escravo continua por lá. Às vezes, é possível ouvir aqueles gritos bem horripilantes..."Deus me acuda... Voumembora se esse frio continuar".



Vale do medo
Ter conhecido um outro lado do Vale do Paraíba foi mais do que gratificante. Saber que existem mistérios ainda hoje -- num tempo em que todos pensam com a cabeça da tecnologia -- foi algo surpreendente. Aliás, tão surpreendente como a história de Nhá Ritinha, que ainda permanece viva no imaginário dos mais simples do bairro de Santana, em São José dos Campos.Isso sem falar na lenda do "Homem da Capa Preta", que arrepia os cabelos dos moradores de Jacareí. A "loira da Via Dutra" que põe medo até mesmo nos caminhoneiros mais corajosos. O "corpo seco" do bairro da Pedra Branca, em Taubaté. Ah, lembre-se: se encontrar com um desses por aí, ande com as costas viradas pra criatura, pois ele pode pular em você!Confesso que me diverti bastante com essas lendas. Muito mesmo. Nas minhas longas conversas com a historiadora Sônia Gabriel, autora do livro "Mistérios do Vale" (Jac Editora), bateu aquele medo. Até o timbre da voz mudava quando o assunto era os fantasmas, o farol misterioso na Rodovia dos Tropeiros...Enfim. Ainda bem que os "causos" ainda permanecem vivos na lembrança das pessoas. A riqueza da história, dos detalhes, da imaginação... Tudo é bom. Se é verdade ou não, pouco importa. Neste caso, o mistério vale mais do que a certeza.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Programa Sabor de Vida! TV Aparecida




Pronto... Passou o nervoso. Gente, não adianta, a gente não se acostuma, as pernas tremem, a barriga gela, mas é muito legal. Agradeço as meninas poderosas Bete Ribeiro e Josi, do programa Sabor de Vida - TV Aparecida,  pelo convite e por tentarem me deixar tão à vontade. O pessoal todo é muito simpático. A Josi é tudo de bom: alto astral, atenciosa e delicada com meu filho e vocês sabem agradou o filho, adoçou a mãe. Gostei muito. A única coisa que não foi legal foi vir embora com aquele cheiro delicioso que estava na cozinha da Dora.

Meninas,
Paz e bem! Obrigada de coração.

Sônia Gabriel



terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Memória 2




Continua na Coluna Memória, do Jornal Valeparaibano, o especial sobre as lendas e fantasmas do Vale do Paraíba. A edição de hoje está muito legal, Vinícius Novaes escreve sobre os mistérios de São José, Taubaté e Jacareí. Confiram...

Sônia Gabriel

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Memória 1



A coluna Memória, do Jornal Valeparaibano, publica toda semana uma matéria sobre o patrimônio do Vale do Paraíba: material, imateria, e eu diria ainda humano... Acompanho os textos e inclusive, utilizo em sala de aula. Semana passada, Vinícius Novaes, autor da coluna, publicou sobre as lendas de Santa Branca e citou nosso projeto Mistérios do Vale. Vale a pena ler, a matéria saiu dia 27 de novembro de 2007. Para ler no site é só acessar www.valeparaibano.com.br
Para conhecer mais lendas, leia o Mistérios do Vale: histórias que o povo conta no Vale do Paraiba e Serra da Mantiqueira, de Sônia Gabriel!
Divirta-se...