quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Escambo 54 - Especial de Natal


Já saiu nosso ESCAMBO, quem levou foi a Dicéia, confiram nos recados! Nossa rápida amiga vai se apaixonar por Eugênia Sereno. Feliz Natal, Dicéia!  Não deixe de contar suas impressões.
Paz e bem!

Sônia Gabriel

Escambo 53 - Especial de Natal




Caros amigos, não disse que faria um ESCAMBO especial para o Natal? Encontrei em um sebo este exemplar de O Pássaro da Escuridão, de Eugênia Sereno. Fiz um pacote de presente: A Menina dos Vagalumes acompanhará. Assim, quem levar, poderá ler as duas obras. Claro que a obra de Eugênia Sereno precisa ser lida, só assim para desvendar sua vida e sua literatura.
Esta é minha maneira singela de agradecer pelo ano maravilhoso, pelos amigos e pelas graças de saúde, família, paz e trabalho.
Paz e bem para todos!

Quem leva?

Sônia Gabriel


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Eternas lembranças e sentença.


(Jornal de Caçapava, 09 de dezembro de 2011.)


 Meu pai contava histórias. Pedro Malazartes, Festa no céu, A moça que virou bicho; tinha aquelas incríveis histórias sobre as assombrações de São João do Manteninha e algumas histórias da Bíblia. Para nos divertir, falava muito do tempo em que os bichos também falavam. Tocava gaita, sanfona e violão. Cantava Roberto Carlos, e, as músicas que aprendia no programa do Geraldo Meirelles. Canta Viola.
Minha mãe nos ensinou a rezar, o rosário era companhia constante, mas (Deus me perdoe) preferia ouvir as histórias de meu pai, eram mais emocionantes. Que pecado! Eu era terrível. Como pensar algo assim? Ficava com medo e ia correndo rezar. Hoje, matutando bem, acho que Nossa Senhora devia achar graça, isso sim (Deus me perdoe de novo). Fui criança, também, amém.
De todas essas lembranças, sempre recordo a história da Velha que de tão solitária pediu a Deus que lhe desse companhia, nem que fossem indesejáveis e assim nasceram todos os insetos do mundo. Boa resposta de pai para sossegar crianças curiosas. Ele terminava sempre com aquela moral de que devemos respeitar e agradecer até pelos insetos. E vejam só, tantas vezes me pego perseguindo os pobres com a ponta do aspirador.
Sentimos-nos invadidos pelos repulsivos visitantes. Ninguém aceita uma teia de aranha em casa, onde já se viu, matamos até abelhas. Filosofei sobre essas eternas lembranças e senti a gostosa melancolia do tempo que passou e foi feliz; o aspirador na mão, retirando a incômoda poeira; envergonhei-me dos assassinatos cometidos contra tantos insetos, refleti sobre a importância de cada ser vivente, cheguei a me constranger com aquele cabo imenso do aspirador contra a pobre aranha cumprindo seu destino.
Ensaiei um movimento de recuo, e aí chegou ela, aborrecida, fazendo beicinho, chorando, coçando a picada já inchando sua frágil e alva pele de pequenina. Pede pomada. Aconteceu, mirei na trabalhadora tecendo e rompi seu destino. Só agora penso, apenas penso sob o cheio enjoado do inseticida.


Sônia Gabriel

  

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Antigos modos.



( Jornal de Caçapava, 02 de dezembro de 2011.)    
                         
O telefone tocou, atendi, era minha mãe. “Benção, mãe.” Principiei a conversa, tem sido assim a vida inteira. Os espectadores diminuíram os ruídos inverossímeis que externavam, não me perguntaram nada, mas eu soube qual era a indagação. Assim ficou. Não foi a primeira vez que ocorria o acontecido, alterando-se apenas plateia e cenário.
O curioso é que passados alguns dias, o telefone tocou, mesma sala, quase os mesmos espectadores. Atendi, era meu filho e lhe respondi: “Deus lhe abençoe, meu filho”. Desta vez as perguntas não faltaram. Um dizia que era lindo, que há muito tempo não via um filho que pedisse a benção. Outros, já pedindo desculpas, questionando que não somos nada para abençoar alguém, e mais algumas considerações que quase todos nós já ouvimos quando praticamos algum comportamento considerado antigo.
É isso, no final do pseudodebate, do qual eu apenas fui ouvinte (sorria de vez em quando, achando graça e apenas), chegaram à conclusão que esses são modos antigos, que não refletem realmente respeito. Que seja.
Depois, como tenho costume, no calor das discussões jamais se pensa nada de verdade, fiquei confabulando comigo.
Teci, como latina Ariadne, minhas considerações. Muitos dos avaliados antigos costumes têm lá seu valor. Pedir a benção aos pais, ou solicitá-la a Deus para aquele que lhe estende a mão, não me parece nocivo. Mais nocivo para nossa vida social é que alguns costumes estão se tornando antigos, por exemplo ceder a vez; pedir licença; ouvir antes de falar; sorrir aos que lhe solicitam, mesmo que não possa atender; dizer obrigado, mesmo que quem lhe atenda o faça por obrigação; abrir uma porta; auxiliar com as sacolas e pacotes; elogiar uma atenção...
Continuo acreditando no equilíbrio como a melhor opção para nosso crescimento como seres humanos e para a convivência. Nem tudo o que já fomos merece ser depreciado, nem tudo o que somos tem tanto valor.

Sônia Gabriel


Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Prosa boa e prosa ruim.


 (Jornal de Caçapava, 25 de novembro de 2011.)


Ruindade é uma coisa estranha, bizarra. Enreda seu praticante de tal maneira que ele perde a dimensão da realidade, com o tempo tende a se deformar até nas expressões faciais, tal qual está deformado o caráter. Tem mais, deve dar uma canseira! Estava massacrando o pensamento com tais considerações de tanto assistir personagens de forte inclinação para coisa ruim.

Fazia tempo que andava a prestar atenção nas ruindadezinhas cotidianas de alguns protagonistas. Estava cansada só de ver. De tanto assistir, achando que não era problema meu, pois quem bate palma para louco dançar, tem mais é que valsar junto, comecei a rascunhar uma lista de maldades. Coisa rápida, que não tomava mais que dois segundos. Via a flechada, rabiscava, ia uma lambada, outro rabisco.
Credo! Nesta semana, faxina na agenda e achei as anotações food e parei para pensar um bocadinho na inusitada função de ter certeza que o outro está sofrendo. Como é importante para algumas pessoas que o outro sofra. Tem gente que só consegue ser amigo de quem está padecendo, só consegue compartilhar da dor, sente-se importante por achar que sofre menos, o menos do outro alimenta ser um tantinho mais seu menos não considerado.
É muito intrigante como alguns amigos diante de momentos de alegria, de sucesso, de realização do outro, desaparecem. E vem aquela máxima, quase franciscana, de que “agora você já não precisa de mim, preciso cuidar de outros que necessitam”. É no mínimo estranho. Qual a dificuldade de compartilhar também da alegria?
Alimentar o sofrimento alheio é de profunda crueldade. Instigar para que o outro sofra apenas mais alguns dias só para se ter utilidade de existência é patológico. Não preciso de especialização em psicologia para saber disso. A valorização do sofrimento como forma de autoconhecimento foi a mais recente que ouvi. Não há dúvidas de que aprendemos muito com as dificuldades, tanto quanto com as vitórias e alegrias, aliás, nossa existência neste mundo pauta pela aprendizagem. Creio. Não poderíamos vivenciar tanto se não fosse para aprender, para crescer, para ir ao encontro da sabedoria. De que valeria tanto estudo, tanta busca, tanta vivência se fosse apenas e exclusivamente para esperar a morte chegar? A grande lição é a própria vida.
A vida  nos observa tomar direções, escolher, acertar, errar, vencer, perder, sorrir e chorar. Nós construímos e de nossa construção interferimos diretamente nas construções alheias, o contrário também é fato. Convivemos. Nossas ações não são impunes, elas pesam tanto quanto notamos pesar a de nossos semelhantes. Ainda acredito, como acreditava antes dos vinte anos, e cheguei a escrever em caderninho de moça que o que se leva de aprendizado da nossa existência não é a quantidade de obras magníficas que podemos, em todos os sentidos e imaginação, edificar, mas a menor quantidade possível de mal que podemos gerar, incentivar, compactuar. Essa pode ser a melhor de nossas ações, ser útil é simples. Tentar ser bom dá menos trabalho, se pensarmos pela lei do menor esforço – quando nenhuma outra consideração atender nosso ego.
É verdade, observe, veja como deve dar trabalho ser negativo, fazer maldades, mentir... Eu me canso só de imaginar. Ter que pensar em desculpas, tentar não esquecer a mentirada que já pronunciou, ficar fazendo esforço para que o alvo da mentira um não tenha contato como o alvo da mentira dois e assim, não cruzem informações. Ainda viver considerando a possibilidade de ser desmascarado... Ufa! Não disse, já estamos todos exaustos só de pensar! Por que perder tempo fazendo, então?
Boas ações para todos nós! Nada de extraordinário, nada de maravilhoso, nada de melhor que todo mundo, nada de ninguém fez antes e nem poderá fazer melhor; apenas possíveis, singelas, discretas e reais boas ações para todos nós. As que nos fizerem bem e se boas aos outros também, melhor para todos.

Sônia Gabriel


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Até breve!


Ixe, tempo de curtir uma lombeira, ar fresco, sol que ilumina , mas não arde. Os meninos estão chegando, voinho! 
Até breve, caros amigos!
Sônia Gabriel

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Paulo Barja no Mapa Cultural Paulista - 2011

Paulo Barja, eu fico muito feliz, bendito o dia em que aceitou o desafio com tanta generosidade e respeito pela Mestra de todos nós. Sempre há recompensa onde há valor e talento, é claro! Paz e bem! Sônia Gabriel                                       Mais no: 
http://cordeisjoseenses.blogspot.com/   "O cordel joseense "Viva Ruth Guimarães" foi selecionado para a fase regional do Mapa Cultural Paulista (...). Nossa maior alegria é poder, ainda que modestamente, difundir a vida e a obra da grande dama da literatura valeparaibana. Viva Ruth!



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A SECA DA ALMA - teatro-cordel



Paulo, desculpe o plágio, mas não resisti... Estamos todos convidados!

Hora
sábado, 19 de Novembro · 20:00 - 21:00

Localização
Centro de Estudos Teatrais (CET), Parque da Cidade, São José dos Campos

Criado por

Mais informações
Partindo de notícias de jornal e textos da tradição cordelística, o espetáculo "A Seca da Alma", busca falar um pouco sobre as agruras de milhares de nordestinos oprimidos pela Seca do Sertão há tantas décadas - pela Seca da Alma, um pouco por dia.
Apesar de tudo, e talvez por isso mesmo, cantamos:
VIDA É PRA CELEBRAR!

Duração: 30 minutos
Ingressos a partir de R$5.

Fonte: facebook

Festa de Nossa Senhora da Conceição, em Lagoinha...





"EM DEZEMBRO LAGOINHA - SP COMEMORA CIQUENTA E OITO ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLITICA E CEM ANOS DA IMAGEM DE SUA PADROEIRA.
A pequena cidade de Lagoinha no interior de São Paulo, comemora este ano o Centenário da Imagem de sua Padroeira Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Lagoinha.
Lagoinha tem sua origem no tropeirismo, pois era uma região que estava na rota do caminho antigo do ouro (estrada real ) e mais recente no apogeu do café.
O ouro e o café tinha como endereço o porto de Parati no Estado do Rio de Janeiro, aqui em Lagoinha nessa época era um lugar onde os tropeiros escolheram para descançar tornou se então pouso de tropas.
Dentre essas viagens vieram com os tropeiros tres irmãos descendentes de espanhois chamado de irmãos Antocas que se instalaram próximo ao rancho do tropeiros.
Esses irmãos tinham consigo raízes na religião católica trouxeram consigo uma pequena imagem de Nossa Senhora e a colocaram em uma capela na época existente proxima e estrada do bairro da Serra Negra..."

Vai ser uma festa muito especial!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Documentário sobre Congada de Ilhabela é exibido para alunos da Escola Estadual Dr. Rui Rodrigues Dória, 31/10/2011.


Capa do documentário



Aconteceu, para os alunos do Ensino Médio, dia 31 de outubro, a exibição do documentário Hoje é Nosso Dia! No Claro de Maio, Congada de Ilhabela na Festa de São Benedito sobre a tradicional manifestação da cidade litorânea. Pércila Márcia, jornalista e documentarista, responsável pelo projeto, explicou sobre a produção do vídeo e a importância de se conhecer e valorizar as Manifestações Culturais Populares de nossa região. Uma aula que englobou Cultura Popular e História. Agradecemos muito a oportunidade de conhecer mais sobre nossas tradições.


"Pércila Márcia, do Instituto Ecocultura, realiza documentário sobre Congada de Ilhabela.
Vídeo-documentário produzido em São José

A Festa de São Benedito, em Ilhabela, é tema de um documentário que produzido por um grupo de profissionais de São José dos Campos. Com o apoio do Instituto Ecocultura de Educação Patrimonial, o grupo vem acompanhando a Festa desde 2009. A ideia foi produzir uma série de documentários com o objetivo de registrar e apresentar os vários aspectos desta manifestação de religiosidade popular, - No Claro de Maio – A Congada de Ilhabela na Festa de São Benedito, o nome faz referência à época em que a Festa acontecia, na lua cheia do mês de maio, em função dos pescadores estarem em terra por causa da claridade da lua, que atrapalhava a pesca de sardinha.
Em 2010, o projeto foi contemplado pelo Programa de Apoio à Cultura (ProAC 13), da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, e o grupo recebeu patrocínio para a produção do primeiro vídeo da série, que aborda o ritual do Levantamento do Mastro de São Benedito (...).
Segundo a pesquisadora Pércila Márcia - integrante do Núcleo de Documentação e Registro do Instituto Ecocultura e responsável pela execução do projeto junto à Secretaria de Estado da Cultura, “o registro dessas manifestações culturais, de cunho tradicional e de dimensão imaterial, é um quesito importante no processo de salvaguarda deste tipo de patrimônio”, e completa, “os recursos audiovisuais disponíveis hoje possibilitam isso com muito mais facilidade.”
Para a produção da série a equipe usou filmagens feitas durante os anos que vem acompanhando a Congada de Ilhabela. O curta Hoje é Nosso Dia!, primeiro da série, além de integrar o acervo da Associação dos Congueiros de Ilhabela, será exibido em espaços culturais e educativos em várias cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte Paulista."

Escambo 53


O Escambo saiu, foi para o Paulo Barja, o professor mais querido e comentado da galera da UNIVAP. Que coisa, hein! Paulo, levo logo seu livro, você deve estar ansioso para ler.

Paz e bem!
Sônia Gabriel