terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Lançamento de Ventos Antigos - 14/12/2013 II



Dividir estas imagens com vocês, amigos, é dividir a emoção que inundou meu coração. Não cabe numa página... 
Para não correr o risco de esquecer um nome ao menos, convido-os a lerem e participarem dos comentários deste dia tão especial para mim. Venham para o https://www.facebook.com/sonia.gabriel.90/media_set?set=a.634021976661344.1073741834.100001606437661&type=3

Espero a visita de vocês...



















































Foi assim, estou feliz!
Paz e bem!
Sônia Gabriel


Lançamento de Ventos Antigos - 14/12/2013


Obrigada a todos vocês, pessoas tão especiais, por compartilharem comigo desta celebração de delicadezas, indignações, alegrias, tristezas, olhares de nosso cotidiano. Espero que os Ventos tão Antigos de minhas considerações sejam refrigério para a correria contemporânea. Foi muito bom abraçá-los, contar-lhes das impressões de nossos segundos. Divirtam-se e, se quiserem, me contem o que acharam... Paz e bem! Estejam sempre comigo, sou mais feliz assim!

Sônia Gabriel




Os amigos chegando...




Réginaldo Poeta Gomes, ah!, esses amigos...


Como é bom tê-los por perto!








 

Amigos que atravessam rodovias e tardes...  Zé Ernesto.




Prosa sempre animada...






A mais bela das mediadoras... Zenilda Lua.




Cíntia Moreira encantando e representando com Paulo Barja ao piano.






Ricardo Silva, uma leitura para minha emoção.


Alegria por todos os cantinhos, não é mesmo!


 

Continua...


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Essas histórias de Santana.



(Jornal de Caçapava, 04 de outubro de 2013.)


Monsenhor Luiz Gonzaga Cavalheiro nasceu em Guaratinguetá, em 27 de dezembro de 1913. Mas foi em São José dos Campos, mais especificamente em Santana, que se construíram as lendas que o eternizam no imaginário da cidade. Padre Luiz, como é carinhosamente lembrado por seus paroquianos, foi protagonista de inúmeras histórias interessantes, chegando mesmo a ser chamado de o ‘Xerife de Santana’, entre elas, e carregada de profundo simbolismo religioso, está a história de que fazia curas com folhas de uma árvore que tinha no quintal da casa paroquial.
Professora Flávia de Lima Barros conta que o padre era figura presente nos almoços de domingo em sua casa, que era próxima da sacristia, era uma honra muito grande o receber para as refeições, apesar de ser um sacerdote extremamente tradicional e de gênio forte, ele sabia ser gentil com seus paroquianos. Num desses almoços a mãe da professora Flávia reclamou com o sacerdote sobre as muitas verrugas que a menina estava desenvolvendo no joelho, cada vez que ela caia, as verrugas sangravam causando-lhe dor. 
Comovido com a situação, o padre teria retirado uma folha da árvore do quintal da casa paroquial, cortado seu cabinho e colocado o leite que dela saiu diretamente nas verrugas. As verrugas secaram completamente e caíram, não voltando a aparecer até hoje.
Ainda em Santana, encontramos mais referências ao Monsenhor Luiz Gonzaga. Empreendedor, ele idealizou e ajudou a realizar muitas obras na cidade de São José dos Campos entre elas, a Escola Paroquial Olivo Gomes, na década de 1960. Com o passar dos anos, a escola se tornou Escola Estadual Doutor Rui Rodrigues Dória, mas permaneceram as histórias do tempo em que era dirigida e tinha em seu quadro de professoras, as freiras da Congregação Cordiomariana.
Segundo os antigos alunos, havia na escola uma freira muito exigente e que não gostava que deixassem luzes acesas e portas abertas depois do dia letivo. Quando todos já haviam saído, ela passava de sala em sala apagando as luzes e fechando as portas. Passado tanto tempo depois da época paroquial, alguns transeuntes afirmam que às vezes, à noite, é possível ver a sombra de uma freira com uma vela não mão verificando se está tudo em ordem na escola.

Sônia Gabriel


Coluna Crônica Jornal de Caçapava: Lua imensa.



(Jornal de Caçapava, 27 de setembro de 2013.)


A Lua imensa no céu encheu meu coração de dor. Ouvi o grotesco reclamar da mulher que não tem filhos, lamentando o sorrir da fraterna. Senti pena, uma pena tão grande que não consegui me comover, não houve respiro para suportar lamento.
Tinha uma Lua imensa no céu e meu coração encheu de dor. A moça bonita, de formas esculpidas no tempo ocioso de amor e pessoas para amar, só, reclamante de sentido que aponta no alheio, pois não suportaria reconhecer em si, resmungou, mas ninguém ouviu.
O céu estava enfeitado por uma Lua imensa e a dor invadiu meu coração. Tinha a criatura rente ao chão, rechonchuda da fartura que o dinheiro cozinha, mas vazia de alma que viu, ouviu, sentiu e se permitiu amar o próximo em sua oferta de si e apenas.
Enquanto a Lua imensa no céu recheava páginas e páginas virtuais, escutei um choro real de criança que acabou de chegar; distraí-me da Lua imensa, apreciei o choro novinho, urgente, cheio de certeza da fome que urge, solicitando o afago de quem não suporta mais as alegrias que a vida pode dar. Sofre e apenas.
É, enquanto a Lua imensa no céu roubava a atenção de tantos encantados, eu, sem olhar diretamente para ela, escutava o ruído do vento insistente em não aceitar que a outra, a primavera, estava quase chegando.
Meu coração invadido de estranha dor foi, pelo vento, esvaziado do sentir sem ar. A alegria, empurrada pela brisa, como se ventania fosse, retoma seu lugar. Eu não quero escolher o sofrer.

Sônia Gabriel


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ventos Antigos




Ventos Antigos - crônicas

"Sônia Gabriel é uma cronista autêntica, leitora assídua de elevada consciência verbal e forte expressão lírica. Na sua obra ela explica seus movimentos, sua multiplicidade existencial. Predestinada à luz nos empresta seus olhos para enxergarmos o cotidiano que ela nos oferta desobstruindo sentidos, afrouxando conceitos, restaurando diálogos, compartilhando alegria, amor, espanto, queixa, temor e festejos. Emociona-nos com suas crônicas que são narradas na linguagem graciosa e viva dos bons contadores de história."

Zenilda Lua


No lançamento de Ventos Antigos fomos encantados pela interpretação de Cíntia Moreira, pela mediação de Zenilda Lua, pela leitura de Ricardo Silva, pela valsa e piano de Paulo Roxo Barja e pela animação de André Paulo S. Gabriel. Ele fez um"Draw my life" a partir da crônica "Os voos da Menina Esquisita"; para o lançamento a trilha foi A Cura, de Lulu Santos. Ficou maravilhoso, pois adoro esta música. Entramos em contato com a assessoria dele para solicitar autorização para disponibilizar aqui com a trilha original, enquanto não conseguimos retorno, vamos postar com um fundo musical alternativo. Assistam uma crônica de Ventos Antigos...

Para aqueles que tenham o interesse em conhecer o livro, acessem: http://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?cPath=36&products_id=152

Paz e bem!
Sônia Gabriel