sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Poema de Eremilda Caetano


Vocês acham que eu estou me sentindo como?
Muito obrigada! Estou muito emocionada. Eta Erê!


UM POEMA PARA SÔNIA
Prof. Eremilda

"Eta professora danada!
Estudada que só
Fala tudo tão bonito
Qui outra nu mundo não tem mió

Saiu andandu pur essa terra
Chamada Vale do Paraíba
Coletando tantos causos
Que dentro do povo escondido vivia

No começo ela quis guarda
Tudo dentro dum baú
Mas dispois achou mió
Conta tudo, veja só

Brigada, minha santa fessora
Por tanta coisa iscrita
Não é à toa que ocê traiz
Toda essas coisa bunita

É u mesmu Gabriel
Que um dia pra Virgem anuncio
Que Ela seria a mãe du Salvado
Ele é procê seu proteto

Receba querida fessora
Dus alunos desta iscola
E dus amigos também
Esta simples homenagem de quem ti quer bem

Queremo faze du seu livru
Uma verdadera aula di vida
Pra nunca deixa a cultura morre
I nem fica iscondida."

Eremilda


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O talento da Professora Eremilda...





Eremilda, fico muito comovida com seu carinho, não tenho palavras para agradecer, só digo que guardarei, com muito carinho, suas palavras para sempre...

Não mereço, mas agradeço!
Sônia Gabriel


"Obrigada, professora
Pelo legado deixado
O mais sublime dos tesouros
Na minha vida já encontrado.

O seu livro é um presente
Que me deixou encantada
Em cada canto em que for
Falarei dele para todos com amor.

Amo o Vale do Paraíba
Por ele sou apaixonada
Terra boa, que me deu prazeres
E muitos amigos ao meu lado.

O livro “Mistérios do Vale”
Ele é todo bonito
Cada cidade aqui citada
Tem o seu causo descrito.

Viva Monteiro Lobato
Paraibuna também
Natividade da Serra
Terra que quero bem.

Lendo o livro aprendi
Quantos causos, meu Deus!
Histórias de assombração
É o que mais tem.

Pela ordem alfabética
Vamos as cidades encontrar:
Aparecida, Arapeí, Areias,
Bananal, Caçapava
Cachoeira Paulista, não tem igual!

Quero quando bem velhinha estiver
Para meus netinhos contar
As histórias que aqui li
E que no meu coração hão de ficar.

Vou contar os causos
Do Caldeirão de Ouro
Tocha de fogo e Sacizinha
Da Aparição de Nossa Senhora
Lenda do Coronel Leitão
E tantas outras que trarei no coração."


Eremilda



terça-feira, 16 de outubro de 2007

Mais fotos da Homenagem na Escola Rui Dória - 10/10/2007.




Mais uma vez, só posso agradecer. 
O faço de todo coração.




Que bom que estão curtindo as histórias de nossa gente e, mais legal ainda, estão lendo com seus pais.
 Isso é maravilhoso!



Que beleza de trabalhos!
Gente de bem com a vida!

Paz e bem!
Sônia Gabriel



Rui Dória desvenda os Mistérios do Vale !


O texto a seguir é da professora Karine Burgueti e eu o tomei emprestado:

"Hoje (10/10/2007) foi mais um dia de emoção para a Professora Sônia Gabriel. Alunos da Escola Estadual Dr. Rui Rodrigues Dória a homenagearam apresentando diversos trabalhos que tiveram como tema sua obra "Mistérios do Vale", um livro que traz as histórias do povo valeparaibano. Foram esquetes, poemas, jograis, jogos, músicas, revistas, teatros, declamações e um clima contagiante. Parabéns, Profa. Sônia! Você merece isso e muito mais. Sou muito orgulhosa de tê-la como companheira de trabalho e é um verdadeiro presente tê-la por perto. Parabéns hoje e sempre!"

Vejam que belas imagens...

A professora Eremilda (Português), a Diretora Ordália e eu.



Prestigiaram os trabalhos, supervisores de ensino da Diretoria de São José dos Campos.

Os trabalhos estavam lindos em toda sua diversidade.











E ainda tem mais fotos... aguardem!


quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Nota da Coluna Estilo, Valeparaibano, em 23/05/2007.


"Escrito pela historiadora Sônia Gabriel, o livro 'Mistérios do Vale' ganha nova etapa de distribuição e agora pode ser adquirido.Trabalho intenso de pesquisa da cultura popular da região, o livro já recebeu o prêmio cultural 'Eugênia Sereno' pelo IEV (Instituto de Estudos Valeparaibanos). Informações pelo http://misteriosdovale.blogspot.com."


Mistérios do Vale no Carnaval de São José



Eu não poderia imaginar homenagem maior. Neste ano de 2007, a Escola de Samba Filhos do Sol, de Santana - São José dos Campos, teve seu samba-enredo voltado para as histórias que o povo conta em nossa região. Como costumo dizer: "Não mereço, mas agradeço".

Foi lindo, ainda hoje quando ouço o samba fico profundamente emocionada.


Mistérios do Vale

Compositores: Galo e Peixinho
Intérpretes: Peixinho, Mauro, Alexandre, Malta e Adailton
Cavaquinho: Guilherme
Presidente: Paulo de Souza


Filhos do Sol chamou
Amor!
Prá desvendar os mistérios
Eu vou! (bis)
Do Vale do Paraíba
Eu Sou!
O Vale nessa história
Marcou!


(Presença)

O vermelho, branco e amarelo
São as cores da minha Filhos do Sol
Cantando eu conto
A história do meu Vale
Que é a alegria
Desse nosso Carnaval
Desvendando essa riqueza
Descobri que a lenda não anda sozinha
Tem Corpo Seco
E o Cavaleiro Sem Fé
Tem o Saci
e a Charmosa Sacizinha


Tem também
A lenda do Lobisomem
Alô São Cosme e Damião
As crianças estão
Estão todas sob sua proteção
Meu povo nasceu da mistura
São muitas raças
A miscigenação
Tem negro, branco, europeu
E tem mulato
Tem índio nato e também tem alemão


Vem amor
Prá Avenida
Filhos do Sol
Vai de mãos dadas com você
Vamos dar graças
Mãe Senhora Aparecida


Vem amor
Hoje é o dia
Filhos do Sol
De braços dados com você
Daqui prá frente
Vamos cair na folia.











As verdades e as mentiras sobre São José



História
São José dos "mitos" e "verdades"
Lendas e mistérios que cercam a cidade são avaliados por pesquisadores e moradores tradicionais
Trechos da matéria de Rodrigo Machado, publicada em 14/01/2007, jornal Valeparaibano.

São José dos Campos

O Banhado era uma praia? Há túneis ligando a Igreja Matriz e o Banhado? As palmeiras imperiais do Parque da Cidade vieram das Ilha Antilhas? Os cães apreendidos pela carrocinha na cidade viram sabão? Antes de ser o Parque Santos Dumont, o local era um sanatório?Como todas as cidades do Vale do Paraíba, São José dos Campos está cheia de mistérios e lendas. O valeparaibano desvenda hoje alguns destes mitos em torno de uma cidade que foi trilha da Independência, ganhou fama por ser um centro sanatorial e se tornou a capital nacional da aviação. Saiba nesta edição se as palmeiras da avenida João Guilhermino eram o portal da cidade, se o bairro Chácaras Reunidas foi parte do caminho da Independência e se Tom Jobim cantou no anfiteatro do Parque da Cidade para a família Olivo Gomes (leia texto nesta página).Segundo o pesquisador em história Donato Ribeiro, os mistérios da cidade foram passados de geração em geração e muitos deles documentados por pessoas que eram apaixonadas por São José.Histórias como a do túnel que teria sido construído entre os séculos 19 e 20 na região central da cidade fascinam as pessoas e rendem discussões entre historiadores e pesquisadores.Segundo Ribeiro, a questão dos túneis, que serviriam como rota de fuga dos escravos, é um assunto até o momento não comprovado. Verdade ou mentira?"Para os mais antigos a idéia do túnel entre a Igreja de São Benedito e o Banhado é verdadeira. Não podemos confirmá-la, pois algumas pessoas procuraram o acesso pelo Banhado, mas não encontraram nada", disse o pesquisador.PRAIA? - Um dos mistérios que mais chamam a atenção dos moradores e historiadores que gostam e valorizam São José dos Campos é a informação de que a região do Banhado era banhada pelo mar no século passado.Segundo levantamento do valeparaibano feito com pesquisadores, o Banhado era chamado de "praia joseense". Entre 1960 e 1970, o rio Paraíba transbordava e suas águas provocavam as cheias. O nível das águas subia até a linha do trem. As pessoas frequentavam o local e nadavam por lá. Haviam casas construídas em frente à praça Afonso Pena, que era na época uma cadeia, e que tinham a 'praia' no quintal.Nesta época, os barcos saíam da Matriz e seguiam até Santana. "Meu avô sempre contava essas coisas quando eu era criança. Ele falava que vinha do centro da cidade para Santana de barco", disse a dona-de-casa Cristina Ribeiro dos Santos, 28 anos.Há 20 anos, quando se mudou para São José, a secretária executiva do Comtur (Conselho Municipal de Turismo), Carmen Inêz Diogo Machado, 53 anos, ficou encantada com o Banhado."Eu ficava pensando de verdade se o local um dia tinha sido mar. Depois de estudar a história da cidade e levantar informações fui descobrir que aquele lugar era conhecido como a praia joseense", disse.Em sua opinião, alguns moradores ainda não têm a consciência da riqueza de São José dos Campos. "A cidade é acolhedora, tem pessoas empreendedoras e inteligentes, mas ainda há moradores que não se dão conta da riqueza da cidade."Com a construção das represas de Santa Branca e Paraibuna, o nível das águas do rio Paraíba baixou e nunca mais provocou inundações na área. Parte do Banhado foi loteada e hoje abriga grandes residenciais, como o Esplanada do Sol.A orla do Banhado se tornou cartão-postal da cidade e ponto turístico do Vale do Paraíba. Os cinco milhões de metros quadrados que integram a região são considerados APA (Área de Proteção Ambiental).

Morador estuda histórias dos antepassados
São José dos Campos

Moradores de São José dos Campos exercitam a curiosidade e buscam saber um pouco mais sobre a história da cidade.A administradora de empresas Maria Beatriz Carvalho, 35 anos, coleciona histórias contadas pelo seu pai, o aposentado Agenor dos Santos Carvalho, 61 anos. Há dois anos, ela resolveu estudar a história e o desenvolvimento da cidade.Ela confirmou, por meio dos passeios históricos e pesquisas feitas em livros da Biblioteca Municipal Cassiano Ricardo, as histórias ouvidas durante sua infância."Fico fascinada em descobrir novas histórias da cidade que sempre gostei. Quando era criança, meu pai vivia contando as histórias mal assombradas que aconteciam em São José e também como as pessoas viviam na cidade", disse.Para ela, pensar que o Banhado era a praia de São José é algo estranho. "Não duvido não, pois a avenida São José tem um formato igual ao das avenidas das praias. Mas, pensando bem, o mar fica do outro lado."O estudante Wellington Soares dos Santos, 17 anos, estudou sobre a trilha da Independência e, segundo ele, o bairro Chácaras Reunidas, na zona sul de São José, integrou o caminho de Dom Pedro 1º em 1822. "Tem até um monumento que está grafado que lá passou o Imperador Dom Pedro 1º."CURIOSIDADE - Entre as curiosidades da cidade está a primeira escada em caracol, construída em um imóvel dentro do CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial).Segundo a secretária executiva do Comtur (Conselho Municipal de Turismo), Carmen Inêz Diogo Machado, 53 anos, a história da escada no CTA fascinava grande parte dos moradores de São José dos Campos."Segundo os pesquisadores, os moradores mais antigos da cidade comentavam sobre a moda. A segunda escada em caracol de São José foi construída na casa Olivo Gomes, no Parque da Cidade. Era uma arquitetura moderna em pleno século 20", disse.A aposentada Maria Alice dos Santos, 76 anos, de Santana, zona norte da cidade, lembra que as pessoas comentavam sobre as escadas. "Era novidade ter uma escada em caracol na cidade, ninguém estava acostumado com aquilo."


Pesquisadora lança livro com histórias

A escritora e pesquisadora Sônia Gabriel lançou no segundo semestre do ano passado o livro "Mistérios do Vale" --Histórias que o povo conta no Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira. A escritora percorreu todas as cidades da região levantando informações com moradores antigos, pesquisas em manuscritos e fotografou os locais onde se passaram as histórias que o povo ainda conta na região. O estudante Anderson Fernando da Cruz, 18 anos, leu a publicação e achou interessante o material. "Você termina uma história e já dá vontade de ler a próxima. O que me chamou a atenção foi a lenda de um bicho que está adormecido no rio Paraíba."


Programa Falando Nisso, Band Vale, em 28/07/2006.




      
 Entrevista sobre o livro Mistérios do Vale e a realização da pesquisa, no programa Falando Nisso, da Band. Agradeço ao Marcos Limão que me convidou e ao carinho da Solange Moraes e do Cláudio Nicolini. Sucesso sempre para todos!

Sônia Gabriel

segunda-feira, 19 de março de 2007

Museus do Vale do Paraíba: conheça, valorize!



Aparecida

Museu Nossa Senhora Aparecida
Avenida Júlio Prestes, s/n, centro. O museu se localiza na Torre da Basílica Nacional.
Telefone: (12) 3104 1505
Horário: de segunda a sexta das 8h às 17h. Aos sábados, domingos e feriados das 7h às 16h.
Entrada: R$ 2,00
Acervo: elementos ligados ao culto à santa, oratórios em estilo barroco, documentos da História do Brasil, Segunda Guerra Mundial e Revolução de 32.


Museu Padre Victor Coelho
Rua Padre Claro Monteiro, 152 – Seminário Santo Afonso.
Entrada: franca
Acervo: coleção numismática, materiais e objetos religiosos e literatura antiga.

Caçapava


Museu do Sexto Batalhão de Infantaria Leve (BIL)
Rua José Bonifácio, 33, centro.
Telefone: (12) 3265 2470
Acervo: documentos, cartas de operações, fotografias, bandeiras nacionais, estandartes, fardamentos, equipamentos, armamentos, materiais sobre a Segunda Guerra Mundial.

Museu Histórico e Pedagógico Ministro José de Moura Resende
Rua José de Moura Resende, 475, Vera Cruz.
Telefone: (12) 3652 9222
Horário: segunda a sexta 8h30 às 21h.
Acervo: histórico e Pedagógico conta a História da cidade através de móveis antigos, fotografias, documentos históricos sobre a cidade e seu patrono, o ministro José de Moura Resende.




Cachoeira Paulista

Museu Histórico e pedagógico Doutor Costa Júnior
Rua Rangel Pestana, 2002.
Acervo: documentos, peças da Revolução Constitucionalista de 1932.

Museu Folclórico Waldomiro Silveira
Rua J. Lombardi, 120.
Acervo: particular, possui documentos e objetos da Revolução de 32 e objetos que datam da época da fundação do município.


Campos do Jordão

Museu Felícia Leirner
Avenida Dr. Luis Arrobas Martins, 1880.
Telefone: (12) 3662-2334
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h.
Entrada: R$ 5, 00
Acervo: obras da artista, destaque para a natureza e vista do local, museu a céu aberto.

Museu Casa da Xilogravura
Avenida Eduardo Moreira da Cruz, 295.
Telefone: (12) 3662-1832
Horário: quinta a segunda, das 09h às 17h.
Entrada: R$ 10,00
Acervo: obras de Oswaldo Goeldi e Lívio Abramo.



Caraguatatuba

MACC – Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba
Praça Cândido Mota, centro.
Telefone: (12) 3883-9188
Horário: terça a domingo, das 13h às 21H.
Entrada: franca
Acervo: peças e fontes que remetem ao nascimento da cidade.


Cruzeiro

Museu Histórico e Pedagógico Major Novaes

Rua Dona Tita, 41 – Vila Canevari.
Telefone: (12) 544-1555 r: 214 / (12)3143-4169
Horário: das 7:00 às 17:00, há monitores.
Entrada: franca
Acervo: ocupa as dependências da antiga sede da Fazenda Boa Vista, origem da cidade, datada de 1834. Lá encontramos oratórios, objetos, mobílias, imagens, jornais e documentos das cidades do Fundo do Vale, datando de 1700 a 1900. O prédio é patrimônio histórico estadual desde 1969.


Cunha


Museu Municipal Francisco Veloso
Rua João Manuel Rodrigues, 199- Centro Cep: 12530-000.
Telefone: (12) 571-1688
Acervo: objetos, documentos, fotografias e jornais da cidade. É um arquivo e centro de cultura e tradição de Cunha.


Guaratinguetá


Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves
Rua Doutor Morais Filho, 41 – Centro.
Telefone: (12) 3122-2007
Horário: 2ª a 6ª das 9:00 às 12:00, 14:00 às 17:00
Entrada: franca
Acervo: mostra a vida e a obra de Francisco de Paula Rodrigues Alves, conselheiro no Império e por duas vezes, eleito Presidente da República.Exposição permanente de móveis, objetos, livros, quadros, fotografias e documentos pessoais e oficiais do patrono. Exposições temporárias sobre temas diversos.


Casa de Frei Galvão
Rua Frei Galvão, nº 78.
Acervo: sala com exposição das relíquias de Frei Galvão.
Museu Frei Galvão e Arquivo Memória de Guaratinguetá Praça Conselheiro Rodrigues Alves, 48 -2º andar – Centro.
Telefone: (12) 3122-3674
Horário: 2ª a 6ª feira das 9:00 às 11:00 e das 13:00 às 17:00
Entrada: franca
Acervo: exposição permanente de objetos de arte da história de Guaratinguetá. Pinacoteca. Mobiliário. Documentos. Fotografias.Coleção de artes sobre fatos e milagres de Frei Galvão.
Site:
www.saofreigalvao.com



Jacareí

MAV - Museu de Antropologia do Vale do Paraíba
Rua XV de Novembro, 143 – Centro Cep: 12300-000
Telefone: (012) 3953-3574
Horário: terça a sábado das 9:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00.
Entrada: franca
Acervo: segundo maior acervo de paulistinhas do Estado de São Paulo. Com interior ricamente decorado, o museu abriga atividades culturais, referentes ao estudo do homem valeparaibano, suas raízes, usos e costumes, sua devoção. È patrimônio estadual desde 1978. Conta com exposições temporárias.


Lavrinhas

Sala de Memória Tão Novaes
Rua Manoel Machado, 82.
Acervo: acervo que pertenceu ao fazendeiro e político Sebastião Novaes: móveis, fotografias, jornais da região e documentos políticos.

Lorena


Museu da Arte Didática
Localizado dentro das Faculdades Integradas Tereza D’Ávila
Acervo: artes plásticas e esculturas.


Casa da Cultura Péricles Eugênio da Silva Ramos
Rua Viscondessa de Castro Lima, 22.
Acervo: o prédio é monumento histórico estadual. Possui como acervo a Sala Euclides da Cunha (cartas, livros raros e móveis do escritor).


Pindamonhangaba

Museu Histórico e Pedagógico D. Pedro II e Dona Leopoldina
Rua Marechal Deodoro da Fonseca – Centro.
Acervo: o prédio é patrimônio histórico estadual desde 1969, seu acervo se compõe em peças e documentações. O prédio é conhecido como Palacete Visconde da Palmeira.


Piquete


Cantinho Histórico dos Marins
Estrada em direção ao Sul de Minas, entrar à direita na estrada vicinal Christiano Rosa, seguir 14 km em estrada de asfalto até chegar ao bairro dos Marins, de lá, perguntar sobre o museu.
Horário: diariamente, local é morada do organizador, doméstico, vale a pena conhecer.
Entrada: franca
Acervo: são 313 (até 2005) peças antigas usadas na pecuária e na agricultura da região. A maioria das peças pertenceu à família, vizinhos e amigos do dono do museu. Entre as peças mais antigas encontram-se um sinaleiro de boi de 1910 e uma máquina de costura de 1920.


Queluz


Malba Tahan
Praça Francisco de Chagas Lima, 265.
Telefone: institutomalbatahan@terra.com.br
Acervo: documentos, livros, objetos e coleções do escritor que passou sua infância em Queluz.


Roseira

Eco-Museu da Fazenda Boa Vista (confirmar se ativo)
Rodovia Presidente Dutra, km 79,5 Cep: 12580-000.
Telefone: (12) 246-1360
Horário: segunda a Sábado das 8:00 às 11:00 e 14:00 às 17:00
Entrada: visitas agendadas com preço a combinar
Acervo: educação ambiental, patrimônio natural e histórico e artefatos arqueológicos.


São José dos Campos


Museu do Esporte
Praça Afonso Pena, 29 – Centro.
Telefone: (12) 3921-4112
Horário: de 2a a 6a das 8:00 às 18:00 / Sábados das 8:00 às 14:00
Entrada: franca
Acervo: toda a história do esporte joseense desde 1910 com troféus, medalhas, jornais e fotos.


Museu do Folclore
Avenida Olívio Gomes, s/nº - Localiza-se dentro do Parque da Cidade.
Telefone: (12) 3924-7302
Horário: de 2a a 6a das 9:00 às 12:00 / 14:00 às 17:00
Entrada: franca
Acervo: localizado em uma das antigas casas de hóspedes da família Gomes. Foi reestruturada e hoje abriga o Museu do Folclore, uma instituição que divulga o folclore da cidade e da região desenvolvendo atividades, encontros e exposições.

Museu Municipal de São José dos Campos
Avenida Olivo Gomes, 100 – Santana - Cep: 12211-420.
Telefone: (12) 3924-7309 Fax: 3941-8577
Horário: das 8:00 às 17:00
Entrada: fechado temporariamente ao público
Acervo: coleção de Arte Sacra, de Artes Visuais, peças do observatório astronômico Galileu Galilei, objetos do Cine Paratodos, entre outros documentos e fotos.

Museu e Relicário do Padre Rodolfo
Rua Padre Rodolfo, 28 - Vila Ema.
Acervo: o museu guarda desde 1983 os objetos pessoais do padre, que muitos acreditam ter realizado milagres durante o tempo em que viveu na cidade de São José dos Campos.


MAB - Memorial Aeroespacial Brasileiro
Avenida Brigadeiro Faria Lima, s/nº, Jardim da Granja.
Telefone: (12) 3947-3046 / 3210 / 3310 / 3311 e
www.cta.br/mab.htm.
Horário: de terça a sexta-feira, visitas pré-agendadas, sábados domingos e feriados: das 10h às 17h.
Entrada: franca
Acervo: o ambiente “Ensino” apresenta curiosidades de 1950.O ambiente “Aeronáutica” expõe as primeiras e as principais pesquisas do CTA. O ambiente “Bélico” mostra itens pesquisados e desenvolvidos pelo CTA e pelas empresas Avibrás e Mectron, representado a indústria bélica brasileira. Os ambientes “Espacial” e “Pesquisas Associados” apresentam exposições sobre os foguetes VLS e VLS-1

Capela Nossa Senhora Aparecida (futuro Museu de Arte Sacra)
Travessa Chico Luiz, 67, Centro (ao lado Mercado Municipal).
Telefone: (12) 3921-7226
Horário: de segunda a sexta das 8h às 17h.


São Luiz do Paraitinga


Museu Histórico e Pedagógico Osvaldo Cruz
Rua Osvaldo Cruz, 4.
Entrada: franca
Acervo: monumento histórico estadual desde 1956. A casa onde nasceu Osvaldo Cruz abriga o museu que possui peças, móveis, jornais e documentos sobre a cidade.


São Sebastião


Museu de Arte Sacra
Rua Sebastião Silvestre Neves, 90.
Telefone: (12) 3892-4286
Horário: diariamente das 10h às 17h
Entrada: franca
Acervo: arte sacra e destaque para as imagens encontradas nas paredes da Igreja Matriz.


Silveiras

Casarão Tropeiro
Praça Padre Antônio Pereira de Azevedo, 65-Centro.
Entrada: franca
Acervo: biblioteca, livraria, cursos e núcleo de pesquisa tropeirista. Hospedaria em casarão do século XIX, decorado com peças autênticas e culinária típica.


Taubaté


Museu de Arte Sacra
Praça do Convênio, s/nº -Largo do Pilar – Centro.
Telefone: (12) 3625-5058
Horário: de segunda a sexta, das 11:30 às 17:00h.
Entrada: franca
Acervo: patrimônio histórico do Estado de São Paulo. A Capela Nossa Senhora do Pilar tem um acervo precioso de Arte Sacra e exposições temporárias.

Divisão de Museus, Patrimônio e Arquivo Histórico Municipal de Taubaté
Avenida Tomé Portes Del Rei, 925 – Jardim Ana Emília
Cep: 12.070-610.
Telefone: (12)3625-5059
Horário: de terça a sexta: das 8:00 às 11:30 / Sábados e domingos: das 9:00 às 12:00
Entrada: franca
Acervo: volumoso acervo em peça e documentos raros sobre o Vale do Paraíba. Exposições permanentes e temporárias, palestras, etc.

M.H.P. Monteiro Lobato
Avenida Monteiro Lobato, s/nº -Chácara do Visconde Cep: 12.050-830.
Telefone: (12) 3625-5062
Horário: das 9:00 às 17:00
Entrada: franca
Acervo: o local abriga um acervo relativo à obra do escritor com atividades dedicadas às crianças.

Museu da Imagem e do Som
Avenida Tomé Portes Del Rei, 761 - Jardim Ana Emília Cep: 12070-120.
Telefone: (12) 3625-5059
Horário: está temporariamente fechado.
Entrada: franca
Acervo: discos, partituras e material relativo à música, inclusive da região valeparaibana.

Museu da Imigração Italiana
Avenida Líbero Indiani, 550 - (Distrito de Quiririm).
Telefone: (12) 3686-3040
Horário: aberto de terça a domingo
Entrada: franca
Acervo: documentos, fotografias, e peças relativas às famílias italianas que se estabeleceram na região.

Museu do Caipira
Avenida Nove de Julho, 199 cep: 12020-200.
Horário: fechado temporariamente, aberto apenas para pesquisadores.
Entrada: franca
Acervo: história, arqueologia, etnologia, Amacio Mazzaropi e Monteiro Lobato.

Museu Mazzaropi
Estrada Municipal dos Remédios, 2380, Bairro dos Remédios.
Cep: 12086-000
Telefone: (12) 3634-3400
Horário: terça a domingo, necessário agendamento.
Entrada: confirmar
Acervo: a vida e a obra do cineasta.

Museu de História Natural
Rua Juvenal Dias de Carvalho, 111 – Jardim do Sol (Próximo à Estação Rodoviária Nova).
Telefone: (12)3632-7008 / 3631-2928
Horário: das 10:00 às 12:00 – 14:00 às 17:00
Entrada: R$ 3, 00.
Acervo: réplicas de fósseis de dinossauros, mamíferos e aves. Ao lado da Paraphysornis, outro destaque do museu é o crânio do Tyranosaurus rex. O acervo do museu contém milhares de peças desde grandes dinossauros até pequeninos insetos.


Ubatuba


Museu Histórico
Praça Nóbrega, 08.
Horário: segunda a sexta, das 08h às 18h.
Entrada: franca
Acervo: vestígios arqueológicos.




quarta-feira, 14 de março de 2007

Museus do Vale do Paraíba - Projeto Escolar




   Sim, no Vale do Paraíba há museus! A diversidade e riqueza dos acervos já foi tema de projetos escolares e renasce agora na Escola Estadual Rui Rodrigues Dória, São José dos Campos - SP. O tema será abordado considerando acervos e identidade cultural. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Museu do Folclore de São José dos Campos, que também será objeto de estudo.
   Segue uma lista, atualizada, dos principais Museus do Vale do Paraíba Paulista e seus contatos. Que se divulgue, que se estude, que se admire, que se aproveite. É riqueza nossa.



Sônia Gabriel

quinta-feira, 8 de março de 2007

Um 'bocadinho' de prosa


Vamos conversar um pouco...

Afinal, o que é um mistério?
Tanta coisa, meus amigos. Eu, por exemplo, considerava um mistério as histórias que não conseguia encontrar e tanto precisava, então tentei desvendar (da tentativa, nasceu o livro Mistérios do Vale: histórias que o povo conta no Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira). Atualmente, tenho considerado um verdadeiro mistério alguns livros que ando precisando e nada, haja perna e paciência para procurar em sebos, sites, bancas, bibliotecas...
Vamos nos ajudar a encontrar livros, histórias, pessoas, assunto para essa vida ser coisa melhor de se aproveitar?
Qual o mistério da Sônia Gabriel? Que nada! Sou a mãe do André, a esposa do Paulo, a filha da Dona Adenísia e, tomara, sua nova companheira de devaneios, filosofias, leituras,  prosa.
Sou professora, daquelas que trocam informações, ideias e buscam inspiração. Desejo que, por aqui, haja sempre uma nova ideia, uma sugestão, um caminho que se possa trilhar de jeito novo, pois o caminho, meus amigos, é mais ou menos sempre o mesmo, mas o jeito de andar, esse é de cada um...
Espero por vocês, como costumo dizer às minhas visitas, a dona da casa não é lá muito talentosa, a morada é simples, o café não presta, mas a prosa é sempre boa...
Para começo de trabalho, vou disponibilizar, em breve, os endereços e contatos dos Museus do Vale do Paraíba, há colegas precisando...
É isso, até breve, e , se precisarem de informações, indicações de leitura, uma sugestão, enviem o pedido e não deixem de visitar o http://www.valedoparaiba.com/, é uma excelente ferramenta para nosso trabalho como professores e pesquisadores.

      Paz e bem!

      Sônia Gabriel


terça-feira, 6 de março de 2007

Mistérios do Vale


   Um dos grandes prazeres que cultivo é o de ouvir e contar histórias. De minhas lembranças da infância, a marca mais forte é a da presença de meu pai nos contando "causos", lembro-me da maioria e os conto para meu filho em momentos em que estamos sentados, numa varanda, numa rede, numa sala de apartamento, não importa, o momento é mágico. Os olhos infantis e adultos esperando o desfecho de uma história de assombração, um mistério que geralmente não é desvendado ou, simplesmente, aquela história para dar uma “liçãozinha de moral”, o gostoso é a história em si, é o aconchego entre nós e os nossos, é o precioso momento que o dia-a-dia e nossas infindadas tarefas não nos permitem acontecer.
   Há, aproximadamente, quatro anos, comecei a pesquisar sobre o Vale do Paraíba, em seguida, lecionei em cursos de Turismo em São José dos Campos, trabalhando com “História local”. A princípio, as pesquisas eram voltadas apenas para os aspectos históricos de nossa região, mas  as constantes viagens para nossas cidades, as entrevistas com moradores, as fotografias, as indicações de leituras acabaram revelando também esse lado cultural, cada cidade com seus mistérios, suas explicações para o sobrenatural. Apaixonei-me pelas conversas ao pé do ouvido, os bancos de praças, a generosidade de um povo que teima e faz muito bem em conservar o nosso interior. O resultado desse namoro com o Vale do Paraíba, estou dividindo com você. Tenho certeza que irá se apaixonar por tanta riqueza de vida, de emoções, sentimentos mesclados com sentido de justiça, de religião, de política, de moral social. Parece muito? Podemos encontrar todos esses aspectos da vida humana nos causos, lendas, mitos que os homens tão ricamente criam. Faça a experiência da leitura.

Sônia Gabriel


Capa do livro Mistérios do Vale - 2006