terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uma história de Zenilda Lua


Ixe, está cada vez mais animado...


"Minha participação estórica. ( de estórias mesmo!) bj'Z
Na frente de um palácio de certo rei, havia um morro que lhe estragava o prazer. Esse rei, apesar de ser vesgo, tinha uma grande vontade de "dominar a paisagem"; vontade tão grande, que ele não resistiu, e num belo dia resolveu secretamente acabar com o morro. Tratava-se, porém de um morro sagrado, chamado o morro da Democracia, e defendido pelas leis básicas do reino. Nem essas leis, nem o povo jamais consentiriam sua demolição, porque era justamente o obstáculo que limitava o poder do rei.
Sem ele o rei dominaria ditatorialmente a paisagem, o que todos tinham como um grande mal.
Mas aquele rei, que além de vesgo era malandro, tanto espremeu os miolos que teve uma ideia. Piscou e chamou uns cavouqueiros, aos quais disse:
-Tirem-me um pouco de terra desse morro, ali onde há uma touceira de planta espinhosa. Se o povo protestar, direi que é para destruir os espinhos, e que se tirei um pouco da terra foi para que não ficasse no chão nem uma raiz ou sementes.
Os cavouqueiros arrancaram a planta e removeram várias caçambas de terra. O povo não protestou, não achou que isso fosse um caso importante. Só algumas ranzinzas murmuraram, mas logo os apaziguadores responderam: " Foi muito pequena a quantidade de terra tirada, não fará falta nenhuma".
Vendo que não houve protesto, o rei logo depois, deu nova ordem aos cavouqueiros para que arrancassem outro pé de qualquer planta, mas com terra - ele fazia muita questão de que a planta condenada saísse sempre com muita terra... Continuando o povo a não protestar, prosseguiu o rei por muito tempo naquela política de "extirpação das plantas do morro" e as foi arrancando sempre, "com bastante terra", até que um dia...
- Cadê o morro?
Já não havia morro nenhum no reino. Desaparecera o Morro da Democracia, e o rei conseguiu afinal estender o seu olho vesgo por toda parte e governá-lo despoticamente - não pelo breve espaço de apenas oito anos, mas por dezesseis e tantos outros que se possa contar.

Extraído da oitava edição do livro urupês de Monteiro Lobato ano 1956."


Uma história de Fábio Ramos


Mais uma história para nosso dia...

"Oi Sônia,
Conheço uma chinesa, que gosto muito, chamada "Pode ser... mas pode não ser!"; conheci esta história num curso de física quântica, lá na Unicamp (era um exemplo pra dizer que os elétrons estão e não estão em determinado lugar...)

Aconteceu num vilarejo muito antigo, bem lá no interior da China... As pessoas trabalhavam muito, eram pobres e quase sem condições. Quem tinha um cavalo, era muito rico. Um casal de idosos, no vilarejo, tira um cavalo. Certo dia, este cavalo fugiu. Os vizinhos foram consolar os idosos, e disseram
- que pena, que ruim pois seu cavalo fugiu, e agora você terá que trabalhar em dobro.
o ancião respondeu
- pode ser ruim, mas também pode não ser.
Ninguém entendeu nada.
O tempo passou, e certo dia, o filho do casal, durante a lida, ouviu o relinchar do estimado animal. Era o cavalo que retornara, junto com outros 4 selvagens. Rapidamente ele os cercou e os prendeu.
O vilarejo, quando soube do fato, correu ao velho:
-Que sorte, velho! Se antes eras rico por ter um animal, imagine agora, com cinco cavalos!
E o velho respondeu (agora com ajuda do público)
- É... pode ser mas também pode não ser...
E novamente ninguém entendeu nada, achavam que reclamava de barriga cheia...
Certo dia, passado mais um tempo, o filho do casal resolveu amansar os animais, pois senão não serviriam pra nada. E, durante esse duro trabalho, acabou caindo e quebrando a perna. Foi socorrido, mas era tal o ferimento que ficaria semanas em cama, se reestabelecendo.
Novamente os moradores do vilarejo foram à casa dos velhinhos e disseram:
- Puxa, velho! Seu único filho, e machucado. Que lástima! Agora terás que trabalhar muito, para alimentar os animais, cuidar da roça e ainda de seu filho. Isso é que é azar!
E, como sempre, o velho respondeu...
- Pode ser mas também pode não ser...
Bom. Passaram algumas semanas, e o império entrou em guerra. E para a guerra, todos os jovens eram convocados, sem exceção. Quem não fôsse, era tratado como desertor, e a pena era a morte. O pior é que, quem fôsse, naqueles tempos, quase certo era que voltaria morto, pois as batalhas eram cruéis. Só estavam dispensados aqueles impossibilitados fisicamente. E assim aconteceu, com o filho do casal. Passou o exército no vilarejo, e levou portanto todos os jovens, cujos pais choraram muito.
No dia seguinte, toda a comunidade foi à casa dos velhos, e disseram:
- Mas que sorte vocês tiveram... o seu filho foi o único que se salvou da guerra. Não sofrerá!
E o velho, sabiamente respondeu:
-é... pode ser mas também pode não ser...

E assim a história continua, indefinidamente....


Fábio Ramos
www.ecocultura.org.br/
http://www.fotocinesia.blogspot.com/ "


Uma história de Luiz Fernando Villela


Mais uma história, que bom! Este Vale é encantado mesmo!

" Sônia,
Hoje , dia de St. Agostinho, encaminho para colocar no blog, se achar conveniente, a Oração de Santo Agostinho. Em seguida,  um " causinho" meu.
bjs.
Luiz Fernando."


A Morte não é Nada
Santo Agostinho 

A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.



   
LIÇÃO DE HUMILDADE A UM ORGULHOSO

"A presença de Deus na vida da gente, no dia a dia , é constante e atuante nos mínimos detalhes, nós é que não percebemos, tão absortos que estamos em nossas tarefas e preocupações mesquinhas da sobrevivência.

Se tivermos um pouco mais de calma e tranquilidade para nos examinarmos profundamente, ao menos uma vez por dia, veremos que somos cegos ou então não queremos perceber que Deus está ao nosso lado e quer nos ajudar em todos os aspectos, desde que estejamos disponíveis a aceitar esta ajuda e com sinceridade na alma, desejarmos nos transformar em pessoas melhores.

Esta afirmativa eu já tinha pressentido através de minha fé, mas há dois dias tive um exemplo concreto de como é intenso e profícuo o nosso diálogo com Deus, mesmo que não nos apercebamos disto.

Somos amados e como tais, únicos e individualizados perante o Ser supremo, que nos trata e nos considera como filhos queridos a quem todo o bem é desejado.

Domingo à noite, cheguei do Sítio como sempre, cansado e louco para tomar um banho , lanchar , ver televisão e dormir no ar condicionado, para fugir do calor senegalesco do Rio.

Como nossa empregada está de férias, a Lena sugeriu, naquele tipo de sugestão sem alternativas de recusa, que melhor seria que eu fosse com ela ao supermercado comprar algumas coisas para o lanche e outras pequenas coisas para a semana, o que evitaria dela ter de fazer isto sozinha na segunda-feira e voltar carregada de sacolas para casa.

Prontamente aceitei e depois do banho, cansado assim mesmo, fomos ao supermercado perto de casa, e depois de selecionar o que comprar, nos dirigimos ao caixa para o pagamento. Estavam todas as caixas cheias, parece que todo mundo deixou para fazer compras Domingo à noite.

Na minha frente, tinha uma senhora de aparência simples, humilde até, com suas sacolas de compras, que ao chegar a sua vez, depois de passar todos os produtos na caixa , abriu e despejou uma sacola de moedas, sem uma nota sequer, tudo em moeda, a maioria moedas de R$ 0,1 e R$ 0,5.

Cansado e desanimado, vendo o tempo que perderia ali até que contassem todas as moedas, eu lamentei em voz alta, tipo “ai meu Deus”, “ o que é isto! “ e etc. A mocinha da caixa até que foi paciente e solidária com a senhora das moedas, contando tudo , uma por uma , sem queixas nem reclamações.

Tudo conferido, o dinheiro das moedas não foi suficiente, e as compras todas foram separadas e deixadas de lado, até que a senhora fosse buscar mais moedas para inteirar a quantia necessária ao pagamento de tudo. Imaginem o tempo que durou tudo isto e eu ali , em pé, exausto, esperando esta maratona terminar!

Na minha vez , apareceu na tela, ao pagarmos com o cartão do “ Pão de Açucar” , que era meu aniversário e a mocinha deu os parabéns em nome da empresa e etc e tal, e ao finalizarmos tudo, ela me deu uma lição de paciência e humildade, dizendo em tom de brincadeira que a senhora humilde iria em minha festa de aniversário.

Como eu estava exausto, não disse nada, absorvi a brincadeira e fui embora.

Em casa, ao deitar, fazendo uma retrospectiva do dia, arrependi-me profundamente da minha intolerância, da impaciência, da falta de solidariedade com os mais humildes, da minha ignorância e falta de sensibilidade , vez que não me custou nada aguardar um pouco enquanto aquela senhora pagava com moedas suas compras.

Pensei o quanto fui rude e contrário a tudo que penso e creio, ao manifestar meu desagrado com aquilo. Como diz São Paulo, percebi que “ não faço o bem que quero, mas o mal que não quero” .

Com calma, entendi que aquela senhora economizou ou se esforçou muito para fazer aquelas compras , talvez tudo fosse para seus filhos, que a esperavam famintos em casa, ou pior, em um barraco na favela.

Com minha impertinência e insensibilidade, não fui capaz de perceber isto imediatamente e lamentei o atraso e a situação que ela causou em alto som, o que certamente a deixou mais constrangida ainda do que seria necessário , aumentando sua vergonha e humilhação.

Do fundo de minha alma, ao perceber o erro que tinha cometido, arrependi-me profundamente, e pedi , em silêncio, ao meu Deus de Bondade e Misericórdia que me perdoasse, e que esta ocorrência me servisse de lição, me alertasse do quanto eu estava longe de fazer minha vida cada vez mais coerente com minha fé.

Na segunda-feira, pensei nisto várias vezes, e em missa diária das 18 hs , ao chegar como sempre mais cedo à igreja, em profunda reflexão e com toda a sinceridade, pedi perdão pela minha intolerância e falta de sensibilidade, na contra-mão do espírito cristão que deve reger minha vida.

Com a certeza do perdão e aliviado da culpa, já que o meu Deus foi boníssimo ao me dar o discernimento de perceber meu erro gravíssimo, comecei minhas orações individuais até o início da liturgia.

Não só assisto como participo intensamente da missa diária, o que para mim é um alimento espiritual inigualável, e penso que todos deveriam se inteirar melhor do que é uma missa, o que significa, para que serve, qual o objetivo, enfim, penso que a falta de conhecimento e estudo sobre a missa , seu simbolismo e significado , fazem com que muitos cristãos deixem de aproveitar esta maravilha e a tenha, quando muito, como uma obrigação a cumprir determinada pela Igreja e não como um verdadeiro encontro com Cristo, que alimenta a alma e a plenifica de entusiasmo pela própria vida. Não é hora de considerações teológicas, mas sim de contar a minha experiência concreta da presença de Deus em minha vida e com toda a certeza, na vida de todos nós.

Apesar das maravilhas da Missa, tem uma coisa que não obstante eu entender o significado, eu não gosto, não me sinto bem em fazer, que é a saudação após a oração do “ Pai Nosso”, aquela saudação em dizemos a quem está ao nosso lado – “ A Paz de Cristo”. Sinceramente, não gosto , sou tímido, não vejo sentido em sair cumprimentando as pessoas ao lado, pessoas que nunca vi e talvez nunca mais verei.

Já tentei alguns subterfúgios, como me sentar em lugar isolado, fingir que sou doido e abaixar a cabeça, não cumprimentar ninguém e etc, mas a verdade é que se a pessoa me estende a mão, não sei deixá-la com a mão estendida e a cumprimento, mesmo sabendo que todas as gripes se pegam pelo toque das mãos , mesmo imaginando onde aquela pessoa que me cumprimenta colocou suas mãos antes e etc.

Como não poderia indefinidamente ficar alternando meus subterfúgios, optei por obedecer a liturgia e mesmo um pouco ressabiado, cumprimento aqueles que estão ao meu lado.

Pois bem, retomando o fio da meada, o que eu quero dizer é que, após o meu sincero arrependimento , logo após as leituras do dia, senti uma vontade imensa de mudar de lugar na igreja, o que nunca ocorre comigo, até porque minha timidez me impede de ficar circulando, chamando a atenção, quando todos estão sentados , com atenção na liturgia. Mas o fato é que comecei a sentir um vento altamente incomodativo e decidi mudar de lugar e me dirigi para os bancos da frente, o que também não faz o meu gênero, pois fico sempre quietinho alí pela lateral. do templo.

Sentei-me e me organizei novamente, ajeitando tudo de novo, o livrinho, as chaves no bolso, conferi o celular desligado, enfim estas manias que um cara meio neurótico com arrumação tem.

Tudo certo, retomei a minha atenção, quando para meu total espanto, surpresa e choque, vi que tinha sentado ao lado de uma mendiga, uma senhora de idade, negra, toda maltrapilha, suja, com um terço todo enegrecido pelo uso nas mãos imundas.

O mais espantoso é que esta senhora , após meu rápido exame, estava demonstrando um fervor surpreendente, acompanhava tudo como se de fato estivesse vendo ali na frente o Cristo Ressuscitado, tal a sua devoção e intensidade participativa.

Ali me dei conta de que fui para aquele lugar devido ao espaço vazio em torno dela, o que não percebi a tempo.

Fiquei ali sem saber o que fazer e de repente entendi a lição e a penitência a mim destinada. A lição veio mais rápida do que eu esperava. O meu Deus de bondade e misericórdia me conduziu para aquele lugar , e então com mais certeza ainda do perdão e de seu amor por mim, compreendi a lição e o castigo que um pai amoroso dá ao filho.

Exatamente na parte que não gosto da missa, que é a saudação da“ Paz de Cristo”, fui conduzido a permanecer ao lado de uma pessoa igual à senhora das moedas, entendendo ainda que deveria me despir de todo o preconceito, de toda vergonha, fazer-me simples e humilde como elas são e mais ainda, entendi que deveria ser verdadeiro irmão delas, solidário com a pobreza e a dificuldade da vida de cada uma.

Ao captar a lição, fiquei todo arrepiado com esta conclusão e decidi que ao ser ordenada pelo Padre celebrante a saudação dos irmãos, antes que a senhora humilde esboçasse qualquer reação , eu seria o primeiro a me dirigir a ela e saudá-la, irradiando toda a simpatia e amor de que seria capaz , em uma tentativa desesperada de fazer com que ela sentisse minha sinceridade de propósitos, mesmo que eu nunca a tenha visto antes . Consegui esta proeza , pois ao cumprimentá-la, recebi de volta um sorriso puro, simples e verdadeiro e observei em seus olhos a sua satisfação e alegria , e com as forças de suas mãos sujas , com o terço entrelaçado nos dedos de unhas pretas , aquela senhora que me pareceu ser uma mendiga, negra, velha e imunda, desejou-me uma paz que do fundo da minha alma senti ser autêntica , a verdadeira “Paz de Cristo”.

Assim, de uma só vez, recebi duas lições de meu Deus, fiel , amoroso, misericordioso e bondoso com o filho . A resposta do pedido de perdão veio imediatamente, acompanhada ainda da lição de humildade que eu precisava receber.

Mais do que nunca , peço e pedirei sempre que eu seja capaz de perceber meus erros e desatinos para poder repará-los, e assim fazer com que meus atos e a minha vida diária sejam cada vez mais coerentes com o que creio , o que sem a ajuda divina, é impossível .

                                               Rio, 13 de março de 2007.
                       LUIZ FERNANDO CALDAS VILLELA DE ANDRADE"


Uma história de Sonya Mello


É hoje, vamos aproveitar o dia para contar uma história? Qualquer uma, para quem abrir o coração e os ouvidos para o sabor de uma prosa...

Começamos o dia com Sonya Mello!


"Era 1978, eu então, cursava a 3a série do primário, hoje 3o. ano do Fundamental. Fundamental era cuidar dos dentes, ensinavam as professoras e naqueles dias, parecendo estar falando parábolas bíblicas, comemorávamos a "Semana dos Bons Dentes". Eu já cuidava dos meus, havia muito tempo. Minha mãe prometia lavar nossa boca, minha e de meus irmãos, com água sanitária, caso deixássemos de cuidar dos "ditos cujos" e eu morria de medo daquela ameaça. Mas, voltando à escola, pra comemorarmos aquela semana, foram distribuídos kits com escova e creme dental pra todos os alunos. Eu ganhei o meu kit mas não me lembro de que cor era minha escova. Só me lembro de um fato, que muito me assombrou e até hoje não encontrei explicação!

Antes de terminar a aula naquele dia, um aluno se queixou com a professora: "Pssora, minha escova sumiu!!" E a professora fala em alto e bom tom: "Enquanto essa escova não aparecer, ninguém vai pra casa hoje". Eu, que já estava sentindo tontura de fome e vontade de ir pra casa almoçar, desabei na minha carteira, só não fechei os olhos por que a sala inteira se mobilizou pra procurar a escova do moleque. Todos nós tivemos que olhar as mochilas, embaixo das carteiras, no chão, enfim, batemos atrás da escova fujona. Lá pelas tantas, a professora desistiu de procurar e resolveu nos liberar. Acho que ela não queria fila de pais tomando satisfação na porta da sala no dia seguinte!

Segui pra casa me "arrastando" de fome. No meio do caminho, acompanhada de uma coleguinha vizinha minha, olhei para minha mão e adivinha o que vi: a escova do moleque e o pior de tudo: ela era preta!!! Fiquei aterrorizada, sem graça, pois minha coleguinha não entendeu nada. Devia ter achado que eu era a "criminosa", mas, como? Eu era quietinha, exemplo de aluna, alguém acima de qualquer suspeita?! Eu olhei para ela e disse: "Não sei como isso veio parar na minha mão. Estou com medo. Não conte a ninguém, por favor! Quem é que iria acreditar em mim? SE estivesse na minha mão quando o menino deu o alarme todos teriam visto, não teriam?

Só sei que no dia seguinte, coloquei, inocentemente, debaixo da carteira do moleque, que achou, é claro e nunca consegui explicar o fato. Acho que essa história deveria entrar para o próximo livro "Mistérios do Vale"!

27/08/2012



Sonya Mello





domingo, 26 de agosto de 2012

Um cordel pro Paulo Barja - Zenilda Lua


Presente de Zenilda Lua para todos nós. Aproveitem...




"Numa noite enluarada
o telefone tocou
era a Sônia Gabriel
me pedindo com amor
um cordel bem preparado
para um poeta doutô

fiquei emocionada
com aquela incumbencia
muita responsabilidade
um tanto de experiência
careço de mais melhora
Sônia, tenha paciência

Contudo, essa pessoa
a receber meu cordel
é de longe tão querida
bem merecida de céu
da gaveta tiro o lápis
muitas palmas e meu chapéu

Braulio Tavares me acuda
Janduy Dantas também
Ivanildo Vila Nova
Os Nonatos e mais uns Cem
que se utilizam de rimas
para enaltecer alguém

Logo esse alguém minha gente
é um ser especial
um professor um amigo
um cidadão de moral
um defensor de direitos
de cultura e paz global

Ele nasceu lá em Santos
cidade de alto mar
praia linda, sol brilhante
muita coisa a declarar
se diz feliz e santista
de time e de lugar

apaixonado por letras
e cultura popular
é músico, mestre,poeta
de Adriana é o par
é também pai de Bebel
Paulo Barja venha cá!

Venha aqui, de-me um abraço
deixe-nos representar
esse povo que lhe ama
e que adora ver-te cantar
declamar no megafone
e com a gente caminhar

Deus te proteja e te guarde
de todo mal desse mundo
ainda bem que viestes
trazendo afeto profundo
muita rima e alegria
conhecimento fecundo

que a flor da humildade
não se apague do jardim
que é o seu coração
bandeira branca, marfim
braço aberto pros abraços
migração de querubins...

com sotaque de sertão
e sobrenome de Lua
deixo-lhe com as palavras
porque essa ciranda é sua."


Zenilda Lua


Sempre é tempo de agradecer



       É um privilégio sempre ter  a quem agradecer uma gentileza. Fazendo uma limpeza em meus e-mails, fui encontrando palavras que são um grande presente. Compartilho com vocês e espero que se alegrem comigo.

Sônia Gabriel


Obrigada, Blog Taiada!

"Bom dia Sonia,tudo bem?
Antes de mais nada permita-me cumprimentá-la pela excelência de seu blog, muito bem construído e rico e certamente uma das mais confiáveis fontes de consultas na expressividade da cultura regional valeparaibana!
Sinto-me honrado em tê-la como leitora de nosso taiadablog!
À sua inteira disposição,

jcflores"




Obrigada, Rosângela!

"As aulas renderam essa semana. Em comemoração ao Dia do Folclore fiz a leitura do livro Mistério do Vale da minha amiga Sônia Gabriel com os nossos alunos....rendeu muito causo novo...Causos de Lagoinha que o povo conta!"




Obrigada, Jonathan!

"Jonathan Costa Utilizamos como base de pesquisa para elaboração desse evento o seu livro, MISTÉRIOS DO VALE, querida Sonia. Compareça se possivel !"





Obrigada ao escritor José Bueno Lima!

Paz e bem!




sábado, 25 de agosto de 2012

Uma história de Braga Barros

 
Começamos...

"Está chegando o nosso dia valeparaibano de contar histórias. Para animar nossos amigos conto hoje um causo sul mineiro:
Cada um com sua mochila...
J. A. Braga Barros

Os nomes e apelidos dessa história foram substituídos, para não ferir as sensibilidades dos filhos, sobrinhos e netos. Os fatos aconteceram naquela época dos anos dourados. JK estava no auge da política mineira e nacional. Como semp
re, às vezes, as coisas estão bem para uns e para outros é aquela miséria. Isso até mesmo na mesma família. É aqui que começa o nosso causo. Cassiano ia de vento em popa. Os negócios dando certo. As ações valorizando. A venda repleta de mercadorias. Muito bem instalado, em um dos principais pontos da praça.
Para Dito Batata, seu irmão, tudo dava errado. Um dia, quando almoçava, de favor, foi abordado:
- É Dito, hoje é a terceira vez que vejo você almoçando!
E o doutor advogado, chefe político já recebeu a resposta, na lata:
- Meu terceiro almoço você viu, mas os cinco dias que fiquei sem comer nada isso você não viu!, Né doutor!
E o doutor abaixou a cabeça e saiu do bilhar, com cara de cachorro que causa “ventosidade pelo acúmulo de gases no tubo digestivo”, na igreja! (Essa frase pode ser substituída por um verbo mal cheiroso!)
Mas, voltando o foco para o nosso personagem, dava tudo errado na vida de Dito Batata. Um dia ele, não agüentando mais a penúria, colocou a boca no trombone:
- O dia em que eu montar uma fábrica de chapéus, as crianças vão começar a nascer sem cabeça!
Vai ser azarado assim lá nas Olimpíadas..."


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

III Dia Valeparaibano de Contar Histórias!


Caros amigos, está chegando nosso
 III Dia Valeparaibano de Contar Histórias!
O poeta Braga Barros já enviou a primeira, inaugurando nossa confraternização em prosa. Zenilda Lua já cobrou se não realizaríamos a data.
Claro que sim, com amigos tão empenhados!
Então, estão todos convidados. Dia 28 de agosto, dia de Santo Agostinho, um bom contador de histórias.
Espero por todos vocês. Vamos tirar alguns minutos do dia e contar uma história para alguém? Já é nosso terceiro ano,acho que está se tornando tradição.
Não vai faltar plateia.
Não esqueçam de enviar suas histórias para colocarmos no blog. Ele será atualizado o dia todo.

Paz e bem!
Sônia Gabriel


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Academia de Letras de Lorena




Convite da querida amiga Conceição Molinaro.
Sempre um presente.
Estarei lá...

Sônia Gabriel



Membros da Academia de Letras de Lorena.

Ruth Guimarães, nossa inspiração!

Sempre animada Conceição Molinaro.

Foi uma tarde de lançamento e confraternização sobre letras e vida.
Obrigada a todos pelo convite.
Paz e bem!
Sônia Gabriel


sábado, 4 de agosto de 2012

Festa do Folclore 2012 - Paraibuna



Oba! Não vejo a hora. Será uma prosa muito boa. Conto com a presença de vocês, amigos! Até lá...
Sônia Gabriel


E, foi bom demais!
Obrigada, Fábio, pela confiança em nosso trabalho.




Obrigada aos ilustres visitantes, foi uma tarde muito proveitosa, rendeu até crônica.
Paz e bem!
Sônia Gabriel


10 anos do Jongo Mistura da Raça



Parabéns ao Jongo Mistura da Raça pela caminhada. A noite de confraternização estava animada como são animados todos vocês. Que venham 10, 20, 30... anos de valorização desta tradição tão especial. Paz e bem! Sônia Gabriel





Revelando São Paulo - Vale do Paraíba III


Mais um ano de trabalho e confraternizações no Revelando São Paulo - Vale do Paraíba. Muita prosa, novidades e oportunidade de conhecer amigos e ampliar saberes. Foi muito bom. Obrigada aos amigos por estarem conosco. Até ano que vem...












Paz e bem!