domingo, 29 de agosto de 2010

Dia Valeparaibano de Contar Histórias!

Deu certo!
Foram histórias o dia todo, muitos telefonaram para me avisarem as histórias que contaram e para quem contaram. Outros compartilharam conosco através do blog, vejam os comentários e as postagens. E encerrei o dia num maravilhoso sarau, mas depois eu conto...

Vamos continuar! Esta decretado que todo dia 28 de agosto, vivenciaremos o Dia Valeparaibano de Contar Histórias!
Com o apoio dos contadores e "ouvidores" apaixonados por gente e mistério.
Obrigada,
Paz e Bem!
Sônia Gabriel

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá Sônia...
Ontem minhas filhas foram visitar a avó (uma de 25 e 21), e pediram para avó contar a história da fámilia, que é mineira, elas ja conhecem a história e eu tb que retrata uma época do século 19 e começo de século 20, com casamentos arranjados o sofrimento feminino, mortes encomendadas, mas é logico que não é só tragédias, e foi assim que minhas filhas passaram o dia 28 curtindo a avó e ouvindo histórias. Bjs Angela

setabboadalla@uol.com.br

Bananal, my history, my city, my life. disse...

Querida Sônia,
Que linda iniciativa, pura magia. Honrando seu pedido, contei uma história para minha filha e marido sobre os caminhos mágicos do Vale do Rio Preto e a Vila de Porto das Flores, próxima do reino mágico de meu pai, a Fazenda da Cachoeira com suas muitas flores e pássaros. Nas férias, as crianças e primos que lá se reuniam, vindos de muitas cidades da Serra da Mantiqueira e do Vale do Paraíba, tínhamos uma coisa em comum: o desejo de descobrir e explorar os cantinhos da fazenda, seus jardins, curral e paiol. As férias encantadas tinham um sabor especial com as palavras de meu pai, sempre apontando um bicho ou dando uma ideia para a criançada. Era a criança líder no meio de nós, mostrando a importância dos pássaros, das árvores e do respeito por tudo e por todos na terra. Um belo dia ensolarado, com a carreta presa no trator nos levou para conhecer a beleza de um milharal na baixada do antigo cemitério da fazenda. Nossa alegria está registrada em uma bela foto no seu escritório na fazenda. De maneira sutil e simples, nos mostrou os extremos, princípio e fim, vida e morte. No dia 28 de agosto, simbolicamente no Dia do Agricultor, ele partiu, deixando suas histórias na terra para a família e amigos. Foi sepultado neste mesmo cemitério antigo,conforme era a sua vontade. Hoje não há o milharal como testemunha da história passada naquele dia de verão, mas a abundância dos pássaros, as borboletas perto da laje e riacho, as garcinhas e a mansidão e calma das vacas embalam e protegem seu sono de despedida da terra. Como Guimarães Rosa falou, não morremos, ficamos encantados. Depois da missa de um mês de falecimento, olhei para o céu estrelado na vila e para a lua amarela bem em cima do Rio Preto, em Porto das Flores e senti tudo de novo... Os sonhos plantados por meu pai em nossos corações de criança em festa, as palavras, as histórias continuam no ar, dando a mesma inspiração de antes, só que agora lá do alto. Olhei para minha filha Sara e falei com toda a minha convicção: Minha flor, vovô virou estrela.
Obrigada amiga Sônia por me convidar para este momento tão especial.